"Acontece que o México não tem uma tecnologia de águas ultraprofundas, é uma tecnologia muito restrita e eles dependem de outras empresas privadas. Uma empresa como a Petrobras, que tem obviamente uma experiência nessa área, […] é muito interessante para o México fazer uma parceria, justamente para poder ampliar a sua produção."
"Para o Brasil, é um petróleo que não tem muita serventia, porque as nossas refinarias já foram adaptadas no passado para o pré-sal. E o pré-sal é um petróleo mais leve. Então o Brasil ainda importa petróleo, uma quantidade muito pequena, que é o petróleo da Nigéria, que tem sinergia com o do Brasil."
"A China, há muitos anos, comprou esse petróleo antecipadamente da Venezuela, em uma operação chamada Oil for Loan [óleo por empréstimo, em tradução livre]. Cerca de 80% a 85% dessa produção venezuelana irá para a China. Ao que parece, a mesma coisa está acontecendo no Irã."
"Os EUA sempre procuraram fazer dissensões entre os países da América Latina, justamente para que eles não se unissem, [senão] eles perderiam a capacidade de influenciá-los. Então, alguns países mais ajuizados, como Brasil, México e Argentina, no passado, são países que têm condição de liderar [a união]. Mas sempre os EUA estão atuando, por meio dos mais diversos tipos de intervenções, para não deixar que esses países se unam, para justamente não chegar a uma integração política, regional e comercial."