Citando o manifesto do PT aprovado no 8º Congresso Nacional do partido, Edinho ressaltou que é "urgente uma reforma do Poder Judiciário" para, segundo ele, torná-lo mais democrático, eficiente e próximo da sociedade.
"Nós deixamos claro também no nosso manifesto que é urgente uma reforma do Poder Judiciário. Nós precisamos que o Poder Judiciário e o Ministério Público possam se aproximar cada vez mais da sociedade."
O presidente do Partido dos Trabalhadores também destacou que a reforma do Judiciário poderia fortalecer o Poder e ir de encontro àqueles que querem o "projeto de um Brasil sem liberdades".
"Quem quer um Judiciário fraco são aqueles que defendem um projeto autoritário, um projeto de um Brasil sem liberdades. Nós não. Queremos fortalecer o Judiciário para que ele seja o guardião de uma democracia forte."
Outra demanda de Edinho foi a reforma do Legislativo, esta em duas frentes.
A primeira é a instituição do voto em lista, sistema no qual eleitores votam em partidos, e não nos candidatos. "O que nós queremos é que os partidos possam apresentar os seus projetos para a sociedade e que a sociedade brasileira possa votar em projetos, e não em indivíduos, indivíduos que muitas vezes se movem apenas por projetos pessoais."
A segunda crítica foram as emendas parlamentares, mecanismo pelo qual deputados e senadores conseguem destinar valores do Orçamento da União a projetos específicos. Desde o governo de Michel Temer (2016–2018), com as emendas impositivas, esse instrumento vem ganhando espaço no jogo político.
O processo se intensificou ainda mais a partir de 2019, com Jair Bolsonaro e a criação das emendas Pix, no qual os parlamentares não precisam detalhar projetos para enviar fundos à estados e municípios.
"Nós precisamos acabar também com o modelo de emendas. Nós precisamos mudar para que o Orçamento seja verdadeiramente destinado aos interesses coletivos."
O vídeo do PT surge em um momento no qual os Três Poderes estão em um momento de grande descrédito perante a população. O Judiciário, por meio do Supremo Tribunal Federal (STF), é alvo de desaprovação popular pela proximidade de ministros com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O Legislativo, por sua vez, ficou marcado no ano passado ao dar preferência para pautas como a PEC da Blindagem e discussões sobre anistia, enquanto projetos como a redução da escala de trabalho foram escanteados no Congresso.