Panorama internacional

'Não vamos ficar parados': houthis do Iêmen prometem entrar na batalha se EUA atacarem o Irã novamente

"O Iêmen não é neutro em relação aos ataques em curso contra o Irã, o Líbano e a Palestina", e tem uma política "declarada e explícita" de "apoiar esses países e suas causas justas", afirmou nesta quarta-feira (29) o Ministério das Relações Exteriores do Conselho Político Supremo alinhado aos houthis.
Sputnik

"As hostilidades dos EUA e de Israel contra o Irã, juntamente com atos de pirataria americana no golfo de Omã, lançaram uma pesada sombra sobre o mundo inteiro, causando interrupções nas cadeias de suprimentos e no transporte marítimo internacional e elevando os custos de transporte, os preços de energia e alimentos a níveis sem precedentes", diz o comunicado.

Sanaa confirmou a legitimidade das ações do Irã no estreito de Ormuz, afirmando que "os Estados têm o direito de se defender e de restringir a navegação em suas águas territoriais para combater ameaças à segurança".
O comunicado acrescentou que a única solução para a crise atual "reside em abordar suas causas profundas, nomeadamente a agressão dos EUA e de Israel".
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Desde 28 de fevereiro, as tensões na região afetam não apenas os países do Oriente Médio, como todo o planeta, desde que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, atrapalhando a logística do transporte de petróleo e gás para vários países.
Em 7 de abril, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas. As negociações subsequentes em Islamabad terminaram sem conclusões, e Trump estendeu a cessação das hostilidades para dar ao Irã tempo de apresentar uma "proposta unificada".
Nos meados de abril, a Marinha dos EUA começou a bloquear todo o tráfego marítimo que entrava e saía dos portos iranianos em ambos os lados do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global, derivados e suprimentos de gás natural liquefeito (GNL). Washington afirma que embarcações não iranianas podem navegar livremente pelo estreito, desde que não paguem pedágio a Teerã.
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