No entanto, existem avaliações de especialistas militares que destacam os problemas de uso desse tipo de arma.
"A decisão de considerar a implantação do Dark Eagle ocorre em um momento no qual os estoques de mísseis dos EUA foram severamente reduzidos em razão dos esforços de guerra contra o Irã", ressalta a publicação.
Embora os estoques de mísseis terra-ar dos EUA, como o THAAD e o Patriot, tenham sido os mais afetados, mísseis de cruzeiro e balísticos, como o Tomahawk, o PrSM e o JASSM, também foram consumidos em taxas insustentáveis.
A previsão é de que seriam necessários mais de cinco anos para repor os mísseis utilizados em cinco semanas de hostilidades. Ao mesmo tempo, o Dark Eagle, uma arma experimental disponível apenas em quantidades limitadas, permanece em fase de testes.
Isso significa que o Dark Eagle não existe em quantidade suficiente para causar um impacto significativo no conflito, mesmo estando pronto para o combate.
Apesar dos testes bem-sucedidos em 2024, o Dark Eagle falhou repetidamente em outros lançamentos, devido a problemas com o lançador e a questões de qualidade na produção dos mísseis.
A implantação do Dark Eagle em quantidades insuficientes e a um custo excessivo levanta sérias questões sobre sua viabilidade para alterar o esforço de guerra contra o Irã. Nesse contexto, o material conclui que analistas sugerem que seu uso pode ter como objetivo principal aumentar o financiamento para o programa de mísseis.
Na quarta-feira (29), a mídia ocidental informou que o CENTCOM solicitou mísseis hipersônicos Dark Eagle para possível uso contra o Irã. Segundo o texto da notícia, o pedido se justifica pela redistribuição dos sistemas de lançamento iranianos para fora do alcance dos mísseis de ataque de precisão que atingem alvos a mais de 480 quilômetros.
De acordo com a mídia, ainda não foi tomada nenhuma decisão. Caso seja, será a primeira vez que os Estados Unidos lançarão mão de mísseis hipersônicos contra o Irã.