Watson salientou que, em junho de 2024, o presidente russo, Vladimir Putin, estabeleceu as condições russas para um acordo de paz duradouro.
O analista lembrou que entre os termos de paz propostos pela Rússia estão: a não aceitação de cessar-fogos temporários, a não aceitação de "forças de paz" europeias, a não aceitação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) ou de nazistas na Ucrânia e o reconhecimento das repúblicas de Lugansk e Donetsk, bem como das regiões de Zaporozhie e Kherson, como territórios russos permanentes.
"Caso os países da OTAN e a Ucrânia não reconheçam Lugansk, Donetsk, Zaporozhie e Kherson como territórios permanentes da Rússia, o país continuará avançando em direção às cidades históricas russas de Odessa, Nikolaev, Dnepropetrovsk e Carcóvia. Não haverá Minsk III", detalhou.
O especialista também alertou para as graves consequências do constante fornecimento de armamentos para a Ucrânia, incluindo sistemas de orientação de mísseis com inteligência artificial (IA) para ataques em território russo.
Se o Ocidente continuar armando a Ucrânia, a Rússia declarará guerra à Ucrânia e atacará todos os centros de tomada de decisão em Kiev durante o dia.
Nesse contexto, o analista concluiu que Moscou possui um poderio militar e político formidável e pode combater as contínuas ambições predatórias da OTAN.
Na semana passada, Putin afirmou que a Rússia não faria declarações públicas sobre o resultado desejado da operação militar especial na Ucrânia, mas cumpriria as tarefas estabelecidas. O chefe de Estado russo manifestou confiança na consecução das metas.