"O objetivo é implantar na sociedade ou em um grupo escolhido: dúvida e medo. Por exemplo, a dúvida faz com que não haja clareza na população na defesa de uma liderança ou apoio a alguma causa específica, e o medo paralisa a pessoa, que passa a evitar se engajar em uma luta no campo político e até mesmo militar", comenta.
"A 5GW é uma guerra de múltiplas camadas e trabalha em diversas áreas da sociedade. Nesse cenário multifacetado, há informações variadas em escala industrial e, por vezes, convenciona-se não acessar outros conteúdos além de determinados aplicativos. O usuário não percebe, mas muitas vezes está sendo levado a ter posturas contra o seu país", disse.
Big techs e IA potencializam os impactos da 5GW
"Com o advento da internet 5G, o avanço das big techs e das redes sociais, agora se tem a produção de vídeos curtos, que também ajudam a formar as tais 'bolhas' de uma maneira mais rápida, e com a chegada da IA isso se escala ainda mais. A 5GW pode tratar a sociedade dessa maneira, mas também modular esse raio de ação para outros setores [estratégicos], como os militares, por exemplo", destaca.
"O mais interessante é que esse volume de informações chega de maneira que, primeiro, não se perceba que está sendo saturado, e o usuário não nota que sua capacidade crítica está sendo diminuída. E o mais importante é que esse grupo de informação ganha a confiança e passa a ser o elemento cotidiano de formação e informação", observa.
Venezuela e Cuba na 'mira' da guerra informacional
"Hoje a sociedade cubana está sendo bombardeada por informações para que ela perca a esperança de que as coisas vão melhorar e que os EUA vão tomar o país a qualquer momento. Na Venezuela, o sequestro do presidente Maduro foi um golpe midiático para colocar dúvida na população venezuelana sobre o seu governo", conclui.