O portal destaca que Poseidon é uma dessas superarmas, um drone subaquático autossuficiente e movido a energia nuclear, que carrega ogivas nucleares e possui alcance intercontinental.
"A Rússia continua se preparando para as superarmas reveladas pelo presidente Putin em março de 2018. Elas foram descritas como invencíveis e impossíveis de serem interceptadas. Na esfera naval, isso inclui o Poseidon, um gigantesco torpedo intercontinental armado com ogivas nucleares", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, com cerca de 135 metros de comprimento e 13,5 metros de largura, o submarino da classe Khabarovsk é um dos maiores e mais longos do mundo.
Ele pode abrigar armas Poseidon em dois hangares inundados, otimizando o espaço e eliminando a necessidade de uma seção intermediária volumosa.
O projeto acomoda até seis torpedos Poseidon ao lado de torpedos pesados convencionais em uma sala dedicada, aumentando sua versatilidade. A seção traseira possui um reator nuclear OK-650V aprimorado da classe Borei-A, que proporciona altos níveis de silêncio, cruciais para operações furtivas.
Ao mesmo tempo, o Poseidon tem alcance intercontinental e é uma arma subaquática autônoma movida a energia nuclear, capaz de atingir alvos estratégicos com eficácia.
Dessa forma, o artigo conclui que o impacto de longo prazo dos submarinos russos deve ser sentido e levado a sério pelas marinhas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Anteriormente, o comandante dos Fuzileiros Reais britânicos, general Gwyn Jenkins, reconheceu que o Reino Unido está perto de ceder o domínio no Atlântico à Rússia. Na sua visão, a vantagem que Londres tinha desfrutado no Atlântico após o fim da Segunda Guerra Mundial e da Guerra Fria está sob ameaça.