"Estou aqui [na Rússia] desde setembro e é perceptível ver como esse dia é importante para a unidade nacional do país. Nas ruas, é possível ver bandeiras russas e soviéticas, pessoas comentando na rua e na internet. Além disso, foi um desfile muito bonito de se ver", disse.
"No desfile, tivemos a presença de militares da operação militar especial e a apresentação de um vídeo, onde foram mostradas as novas tecnologias militares russas, como artilharia, mísseis, submarinos nucleares, e teve até um trecho que mostrou um exercício de infantaria com blindado. Isso demonstra que, apesar de o conflito na Ucrânia ainda estar em curso, a Rússia ainda demonstra grande poder de dissuasão militar", analisa.
"O recado que passa é que, apesar das sanções e da longa duração do conflito, a Rússia não está enfraquecida, e a presença dos soldados da operação militar especial com medalhas de operações bem-sucedidas demonstra isso e desmente, de certa forma, o que a grande mídia ocidental noticia sobre desespero no país", comenta.
Dia da Vitória e a luta atual contra o neonazismo
"Para resumir o evento de hoje, eu diria que foi ao mesmo tempo uma homenagem ao passado de luta [contra o nazismo] e um aviso de cautela para o momento em que nos encontramos. Além disso, nos dá esperança, pois, por mais que esse mal possa estar forte e estruturado, sempre haverá esperança contra os inimigos da humanidade", destaca.
"Na Alemanha, há um uso vergonhoso desse passado de derrota na Segunda Guerra Mundial para a aplicação de políticas muito contraditórias, como a proibição de símbolos soviéticos e russos. Isso é muito triste", observa.
Militares norte-coreanos participam da celebração
"Essa presença da Coreia do Norte com seus líderes militares mostra a união dos povos, visto que tropas norte-coreanas ajudaram a libertar a região de Kursk, e recentemente foi inaugurado um memorial em homenagem a esses soldados [em Pyongyang]. Essa é uma parceria estratégica na Eurásia que une dois polos militares muito importantes", conclui.