A Rússia considera anormal que a Armênia tenha fornecido a Vladimir Zelensky uma plataforma para declarações anti-Rússia, afirmou neste domingo (10) o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov.
Nesta semana, em discurso na cúpula da Comunidade Política Europeia em Yerevan, na Armênia, o ucraniano Vladimir Zelensky ameaçou atacar Moscou com drones durante o desfile anual do Dia da Vitória, celebrado em 9 de maio em Moscou.
Peskov destacou que a Armênia tem o direito de realizar tais eventos para desenvolver laços em todas as áreas. No entanto, para Moscou, o mais importante é que as próprias autoridades armênias não adotem uma postura anti-Rússia. Moscou espera esclarecimento das autoridades armênias sobre o episódio.
"Considerando que não houve declarações contrárias por parte da liderança armênia, isso abre espaço para análises adicionais", concluiu Peskov.
No dia anterior, o presidente russo, Vladimir Putin, pediu à liderança armênia que decidisse o mais cedo possível se integra a União Europeia (UE), bloco ocidental, ou se permanece na União Econômica Eurasiática (UEE), composta por Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia. Putin já havia enfatizado repetidamente que a Armênia tem o direito de escolher seus próprios parceiros, mas que é impossível estar em uma união aduaneira com ambos.
O presidente russo propôs discutir o tema na próxima cúpula da UEE, destacando que o governo armênio goza de vantagens significativas dentro do bloco, que envolvem a agricultura, a indústria de transformação, a migração e as taxas alfandegárias.