Tal proposta foi proferida pelo ministro das Relações Exteriores do Cazaquistão, Erlan Idrisov, durante a conferência dos chanceleres da OCX nesta quinta-feira (4) em Moscou. O evento teve o seguinte lema: "Segurança, Estabilidade e Futuro Comum para a Região da OCX".
"Nós devemos saber quantos são, o que planejam. Tendo em conta isso, eu proponho criar um grupo especial para realizar uma análise mais profunda deste fenômeno", disse Idrisov.
O secretário-geral da OCX, o russo Dmitry Mezentsev, aprovou a iniciativa e disse que o Ministério das Relações Exteriores russo irá pesquisar esta possibilidade para apresentar um projeto correspondente até outubro do ano em curso.
"Eles [os terroristas] estão presentes em 25 províncias do país e trabalhando muito ativamente", frisou.
Os participantes da conferência expressaram o seu apoio geral ao processo de reconciliação nacional do povo afegão e da restauração pacífica, observada pela ONU na qualidade de coordenador internacional.
Irã
Também, nas márgens do encontro, o chanceler russo, Sergei Lavrov, realizou um encontro trilateral com os seus colegas chinês e iraniano sobre o programa nuclear iraniano. Nessa reunião, Lavrov destacou as boas relações entre a Rússia e o Irã e afirmou ter a esperança de que as negociações do "sexteto", que começaram ontem em Viena (Áustria) sigam o rumo definido no acordo-quadro de 2 de abril em Lausanne.
Ucrânia
Outro assunto importante discutido na cúpula da OCX foi o conflito na Ucrânia. A Bielorrússia, como país sede do encontro que originou os Acordos de Minsk, o único documento regulador da situação na Ucrânia, foi a voz mais ouvida.
"Minsk [capital da Bielorrússia] não tenciona usar as discrepâncias para tirar uma vantagem só para si, e também interpretar o papel de mediador no processo da pacificação", disse o primeiro vice-ministro das Relações Exteriores desse país vizinho da Ucrânia e da Rússia, Aleksandr Mikhnevich.
Ontem, a Bielorrússia tinha enviado dois destacamentos de Operações Especiais das Forças Armadas da Bielorrússia à fronteira com a Ucrânia para "proteger os limites no Sul do país".
O país adota uma posição de não interferência, mas não cessa de buscar um meio para ajudar, frisou Mikhnevich:
"Os problemas políticos e econômicos desta crise [ucraniana] seriam muito sensíveis para o nosso país, que tem uma fronteira com a Ucrânia de mais de mil quilômetros, o que afeta muito seriamente o processo regional. Compreendendo a gravidade das consequências, a Bielorrússia aplica todos os seus esforços possíveis para a regulação da situação no país".
Na cúpula de 9-10 de julho, representantes dos países-membros da OCX podem discutir a questão da ampliação da organização.
"A questão da ampliação da OCX no geral será uma das decisões mais importante da futura cúpula, ninguém duvida de que haja esta tendência".
Idrisov lembrou que vários países estão esperando que os seus pedidos de adesão sejam examinados pela liderança do organismo internacional.
O chanceler cazaque destacou que "cresce o peso da organização, tanto no sentido político, como no econômico".
Vários dos participantes da conferência concordaram com Idrisov.
Declaração conjunta
Em declaração conjunta, representantes dos países-membros da OCX sublinham os desafios comuns a todos os países.
No momento, a lista dos países que enviaram tal pedido inclui o Azerbaijão, a Índia, o Nepal, o Paquistão, a Síria, o Sri Lanka. Há países, como a Bielorrússia, que desejam mudar o seu estatuto dentro da OCX.
A cúpula da OCX terá lugar em 9 e 10 de julho na cidade russa de Ufá. Como a Rússia é também presidente rotativo dos BRICS neste ano, esta cidade também acolherá a cúpula dos presidentes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
A cúpula pode contar com a presença do presidente iraniano, Hassan Rohani.