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'Toda escolha tem custo': o que será da dança das cadeiras na Esplanada dos Ministérios? (VÍDEO)
'Toda escolha tem custo': o que será da dança das cadeiras na Esplanada dos Ministérios? (VÍDEO)
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Prestes a acontecer na Esplanada, uma reforma ministerial promete lubrificar as relações do governo Lula (PT) com sua base legislativa centrista. No jogo de... 25.02.2025, Sputnik Brasil
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Uma dança das cadeiras nos ministérios é pedida já há alguns meses por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, entrando na metade final de seu mandato, o líder petista parece ter concordado com a iniciativa frente à queda de popularidade do seu governo.Em entrevista à Sputnik Brasil, o professor de ciência política da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Paulo Henrique Cassimiro explica que "o PT é um partido que tem uma resistência muito grande a abdicar de certas posições do governo", e as duas principais pastas afetadas são justamente algumas dessas.A primeira é o Ministério da Saúde, atualmente chefiado por Nísia Trindade. Em seu lugar, é esperada a entrada do atual ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT-SP), forte nome político e ex-comandante da pasta durante o primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (2011–2014)."O Ministério da Saúde é um ministério com um orçamento muito grande, que tem um controle de recursos que interessa aos deputados, senadores e aliados políticos do governo", diz Cassimiro.Com um perfil técnico e um histórico de sucesso na vacinação contra a COVID-19 enquanto presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade recebe críticas por parte dos aliados desde o início de sua chefia na pasta.Esse perfil vem em contraste ao de Padilha, conhecido por ter um perfil mais político e ser uma liderança forte dentro do Partido dos Trabalhadores. "O PT não vai abrir mão do controle do Ministério da Saúde, está claro, e a substituição tem a ver com a tentativa de tornar essa relação mais fluida."No lugar do ministério, correm boatos de que será oferecido a Nísia um cargo em algum organismo internacional, como a Organização Pan-Americana de Saíde (OPAS).A segunda grande mudança da reforma ministerial envolve o retorno da presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann. A deputada federal (PR) está se aproximando do fim de sua presidência do partido e, devido a seu destaque dentro do partido, deve ser oferecida um cargo na Esplanada.Gleisi presidiu o PT durante a prisão de Lula e é vista com muito crédito dentro do partido. Ao mesmo tempo, seu "dogmatismo" é questionado por outros políticos que a veem como "muito resistente a abrir mão do protagonismo do PT."Por conta disso, afirma Cassimiro, ela deve assumir a Secretaria-Geral da Presidência da República, posição de confiança do presidente que age na intermediação das políticas do governo junto aos demais ministérios. A pasta hoje é chefiada por Márcio Macêdo (PT-SE).Como era cotada também para a posição da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), atual cargo de Padilha, se o ministro realmente for para a Saúde, a vaga fica aberta para possíveis articulações políticas de Lula. Responsável por intermediar as relações com o Congresso Nacional e com os demais partidos, a pasta é decisiva para a aprovação de legislações que o governo queira ver implementadas. Por conta disso, é considerado que algum político afiliado ao Centrão assuma o controle da secretaria, como o atual ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, do Republicanos, mesmo partido do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), ou o líder do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Isnaldo Bulhões (AL).No entanto, a retirada do controle petista da SRI é vista com maus-olhos pelo PT, que teme uma perda de controle na política do governo, diz o professor da UERJ.Por conta do trauma dessa "sabotagem" contra o governo, o PT estuda por algum dos seus quadros no cargo, como o líder do PT na Câmara dos Deputados, José Guimarães (CE), ou o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA)."É uma escolha que o Lula vai ter que fazer", afirma Cassimiro. E nada é garantido.
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'Toda escolha tem custo': o que será da dança das cadeiras na Esplanada dos Ministérios? (VÍDEO)
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Prestes a acontecer na Esplanada, uma reforma ministerial promete lubrificar as relações do governo Lula (PT) com sua base legislativa centrista. No jogo de tabuleiro político, contudo, cada escolha tem um custo, alertam analistas políticos consultados pela Sputnik Brasil.
Uma
dança das cadeiras nos ministérios é pedida já há alguns meses por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, entrando na metade final de seu mandato, o líder petista parece ter concordado com a iniciativa frente à queda de popularidade do seu governo.
Em entrevista à Sputnik Brasil, o professor de ciência política da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Paulo Henrique Cassimiro explica que "o PT é um partido que tem uma resistência muito grande a abdicar de certas posições do governo", e as duas principais pastas afetadas são justamente algumas dessas.
A primeira é o Ministério da Saúde, atualmente chefiado por
Nísia Trindade. Em seu lugar,
é esperada a entrada do atual ministro das Relações Institucionais,
Alexandre Padilha (PT-SP), forte nome político e ex-comandante da pasta durante o primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (2011–2014).
"O Ministério da Saúde é um ministério com um orçamento muito grande, que tem um controle de recursos que interessa aos deputados, senadores e aliados políticos do governo", diz Cassimiro.
"E a entrada de um ministro com um perfil mais político vem no sentido de facilitar a negociação do ministério em fazer a liberação de emendas e de recursos."
Com um perfil técnico e um histórico de sucesso na vacinação contra a COVID-19 enquanto presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade recebe críticas por parte dos aliados desde o início de sua chefia na pasta.
Esse perfil vem em contraste ao de Padilha, conhecido por ter um perfil mais político e ser uma liderança forte dentro do Partido dos Trabalhadores. "O PT não vai abrir mão do controle do Ministério da Saúde, está claro, e a substituição tem a ver com a tentativa de tornar essa relação mais fluida."
No lugar do ministério, correm boatos de que será oferecido a Nísia um cargo em algum organismo internacional, como a Organização Pan-Americana de Saíde (OPAS).
A segunda grande mudança da reforma ministerial envolve o retorno da presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann. A deputada federal (PR) está se aproximando do fim de sua presidência do partido e, devido a seu destaque dentro do partido, deve ser oferecida um cargo na Esplanada.
Gleisi presidiu o PT durante a prisão de Lula e é vista com muito crédito dentro do partido. Ao mesmo tempo, seu "dogmatismo" é questionado por outros políticos que a veem como "muito resistente a abrir mão do protagonismo do PT."
Por conta disso, afirma Cassimiro, ela deve assumir a Secretaria-Geral da Presidência da República, posição de confiança do presidente que age na intermediação das políticas do governo junto aos demais ministérios. A pasta hoje é chefiada por Márcio Macêdo (PT-SE).
Como era cotada também para a posição da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), atual cargo de Padilha, se o ministro realmente for para a Saúde, a vaga fica aberta para possíveis articulações políticas de Lula.
Responsável por intermediar as relações com o Congresso Nacional e com os demais partidos, a pasta é decisiva para a aprovação de legislações que o governo queira ver implementadas.
Por conta disso, é considerado que algum político afiliado ao Centrão assuma o controle da secretaria, como o atual ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, do Republicanos,
mesmo partido do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), ou o líder do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Isnaldo Bulhões (AL).
No entanto, a retirada do controle petista da SRI é vista com maus-olhos pelo PT, que teme uma perda de controle na política do governo, diz o professor da UERJ.
"Todas as escolhas têm um custo. Quando a presidente Dilma Rousseff colocou as relações do Congresso na mão do vice-presidente Michel Temer, isso não só não evitou o impeachment, como acelerou o processo."
Por conta do trauma dessa "sabotagem" contra o governo, o PT estuda por algum dos seus quadros no cargo, como o líder do PT na Câmara dos Deputados, José Guimarães (CE), ou o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
"É uma escolha que o Lula vai ter que fazer", afirma Cassimiro. E nada é garantido.
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