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Esquadrão inédito de drones da Marinha reforça liderança regional do Brasil, diz analista
Esquadrão inédito de drones da Marinha reforça liderança regional do Brasil, diz analista
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A Marinha do Brasil ativou sua primeira divisão de drones com foco no auxílio de operações militares; atividades serão na proteção de áreas estratégicas e... 02.01.2026, Sputnik Brasil
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No mês passado, a Marinha do Brasil deu um passo importante para a defesa brasileira ao ativar seu primeiro esquadrão de drones, o Esquadrão de Drones Táticos de Esclarecimento e Ataque no Batalhão de Combate Aéreo, situado no Complexo Naval da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro (RJ), sob responsabilidade dos Corpo de Fuzileiros Navais.A aplicação de drones para defesa do território nacional é imprescindível visto o tamanho do território brasileiro. Além de 16 mil km² de fronteira com outros países da América do Sul, o Brasil possui uma costa litorânea de 7,5 mil km.Ao adotar drones de forma estruturada, a força naval amplia sua capacidade de resposta em situações como proteção de áreas estratégicas, combate a atividades ilegais e apoio a operações de segurança. O uso desses equipamentos também reduz custos operacionais e aumenta a rapidez na tomada de decisões, já que informações chegam com mais agilidade aos centros de comando. A iniciativa marca a entrada definitiva dessas tecnologias no planejamento estratégico das Forças Armadas, acompanhando uma tendência já consolidada em conflitos e missões militares ao redor do mundo.A princípio, o impacto dessas ferramentas será limitado, explica Paulo Henrique Montini dos Santos Ribeiro, doutorando no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Campina Grande e pesquisador do Grupo de Pesquisa Estatística Aplicada e Computacional do Departamento de Estatística da Universidade Estadual da Paraíba, à Sputnik Brasil.O motivo para isso é que, como o país não está envolvido diretamente em conflitos há muitos anos, há um atraso no uso dessa tecnologia quando comparado ao cenário militar mundial, explica o pesquisador, membro do grupo Sociabilidades e Conflitos Contemporâneos (Sociatos).Dessa forma, a adoção de drones pela Marinha e, subsequentemente, pelas demais forças, é "urgente e imprescendível", uma vez que resultará no aprimoramento do efeito dissuasório do Brasil, especialmente em áreas estratégicas como a Amazônia Azul.A capacidade de vigilância contínua, com compartilhamento de informações entre Marinha, Força Aérea e Exército, aumenta o controle do território e a rapidez de resposta a eventuais ameaças. "Quando você mostra que está vendo tudo e que pode reagir de forma coordenada, o custo para qualquer ator hostil aumenta", reflete.No entanto, ele ressalta que a tecnologia, sozinha, não resolve o problema. Sem interoperabilidade entre as Forças, o uso de drones tende a ficar fragmentado e perder parte de seu impacto estratégico. "Ter meios modernos sem integração limita muito o potencial da defesa. Em um cenário de crise, isso pode fazer toda a diferença". conclui.Luiz Gustavo Lavandoski da Silva, especialista em segurança internacional da Universidade Federal do ABC (UFABC), afirma à reportagem que os sistemas não tripulados passaram a ocupar um papel central nos conflitos atuais, como evidenciados pelos no Oriente Médio e Leste Europeu.O uso e a integração de drones entre os diferentes braços das FAs é um elemento essencial das operações multidomínio, diz o pesquisador. Nelas, os meios militares atuam de forma coordenada nos ambientes terrestre, marítimo, aéreo, cibernético e espacial. Para ele, o desenvolvimento de doutrina interoperável e capacitação técnica desde já reduz assimetrias tecnológicas e eleva o grau de prontidão do país frente a ameaças futuras. "A incorporação desses sistemas aumenta a credibilidade estratégica do país e reforça sua liderança regional, ao demonstrar adaptação tecnológica e maior eficiência no emprego do poder militar."
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Esquadrão inédito de drones da Marinha reforça liderança regional do Brasil, diz analista
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A Marinha do Brasil ativou sua primeira divisão de drones com foco no auxílio de operações militares; atividades serão na proteção de áreas estratégicas e combate ao crime organizado.
No mês passado, a Marinha do Brasil deu um passo importante para a defesa brasileira ao ativar seu primeiro esquadrão de drones, o Esquadrão de Drones Táticos de Esclarecimento e Ataque no Batalhão de Combate Aéreo, situado no Complexo Naval da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro (RJ), sob responsabilidade dos Corpo de Fuzileiros Navais.
A aplicação de drones para defesa do território nacional é imprescindível visto
o tamanho do território brasileiro. Além de 16 mil km² de fronteira com outros países da América do Sul, o Brasil possui
uma costa litorânea de 7,5 mil km.
Ao adotar drones de forma estruturada, a força naval amplia sua capacidade de resposta em situações como proteção de áreas estratégicas,
combate a atividades ilegais e apoio a operações de segurança.
O uso desses equipamentos também reduz custos operacionais e aumenta a rapidez na tomada de decisões, já que informações chegam com mais agilidade aos centros de comando. A iniciativa marca a entrada definitiva dessas tecnologias no planejamento estratégico das Forças Armadas, acompanhando uma tendência já consolidada em conflitos e missões militares ao redor do mundo.

31 de dezembro 2025, 16:06
A princípio, o impacto dessas ferramentas será limitado, explica Paulo Henrique Montini dos Santos Ribeiro, doutorando no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Campina Grande e pesquisador do Grupo de Pesquisa Estatística Aplicada e Computacional do Departamento de Estatística da Universidade Estadual da Paraíba, à Sputnik Brasil.
O motivo para isso é que, como o país não está envolvido diretamente em conflitos há muitos anos, há um atraso no uso dessa tecnologia quando comparado ao cenário militar mundial, explica o pesquisador, membro do grupo Sociabilidades e Conflitos Contemporâneos (Sociatos).
"E é a possibilidade de um conflito dentro da América do Sul que parece ter movimentado um pouco mais a política de defesa no Brasil."
Dessa forma, a
adoção de drones pela Marinha e, subsequentemente, pelas demais forças, é
"urgente e imprescendível", uma vez que resultará no aprimoramento do efeito dissuasório do Brasil, especialmente em áreas estratégicas como a Amazônia Azul.
A capacidade de vigilância contínua, com compartilhamento de informações entre Marinha, Força Aérea e Exército, aumenta o controle do território e a rapidez de resposta a eventuais ameaças. "Quando você mostra que está vendo tudo e que pode reagir de forma coordenada, o custo para qualquer ator hostil aumenta", reflete.
No entanto, ele ressalta que a tecnologia, sozinha, não resolve o problema. Sem interoperabilidade entre as Forças, o uso de drones tende a ficar fragmentado e perder parte de seu impacto estratégico. "Ter meios modernos sem integração limita muito o potencial da defesa. Em um cenário de crise, isso pode fazer toda a diferença". conclui.
Luiz Gustavo Lavandoski da Silva, especialista em segurança internacional da Universidade Federal do ABC (UFABC), afirma à reportagem que os sistemas não tripulados passaram a ocupar um papel central nos conflitos atuais, como evidenciados pelos no Oriente Médio e Leste Europeu.
O uso e a integração de drones entre os diferentes braços das FAs é um elemento essencial das operações multidomínio, diz o pesquisador. Nelas, os meios militares atuam de forma coordenada nos ambientes terrestre, marítimo, aéreo, cibernético e espacial.
"Quando esses dispositivos são empregados, lançados de terra ou em navios, funcionam como multiplicadores de força, ampliando significativamente a área de monitoramento sem a necessidade de expandir proporcionalmente a frota."
Para ele, o desenvolvimento de doutrina interoperável e capacitação técnica desde já reduz assimetrias tecnológicas e eleva o grau de prontidão do país frente a ameaças futuras. "A incorporação desses sistemas aumenta a credibilidade estratégica do país e reforça sua liderança regional, ao demonstrar adaptação tecnológica e maior eficiência no emprego do poder militar."
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