https://noticiabrasil.net.br/20260104/midia-concorrencia-chinesa-pressiona-industria-ferroviaria-brasileira-em-meio-a-retomada-do-setor-46723216.html
Mídia: concorrência chinesa pressiona indústria ferroviária brasileira em meio à retomada do setor
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A indústria ferroviária brasileira prevê crescimento em 2026, com alta na produção de locomotivas, vagões e carros de passageiros, mas fabricantes afirmam que... 04.01.2026, Sputnik Brasil
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De acordo com a Folha de S.Paulo, as fabricantes ferroviárias instaladas no Brasil preveem aumento na produção de locomotivas, vagões e carros de passageiros em 2026, mas afirmam que o avanço poderia ser maior se houvesse condições de concorrência mais equilibradas frente às gigantes chinesas. A CRRC, maior fabricante ferroviária do mundo, venceu a licitação bilionária do Metrô de São Paulo, integra o consórcio do Trem Intercidades e já forneceu trens para operações nacionais.Segundo a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), a indústria deve produzir 72 locomotivas em 2026, 1.900 vagões de carga e 193 carros de passageiros, crescimentos significativos em relação ao ano anterior e os melhores níveis da década para locomotivas e vagões. Mesmo assim, o setor ainda está distante dos picos históricos registrados nas décadas de 2000 e 2010.Ainda de acordo com a apuração, a entidade afirma que a concorrência chinesa pressiona o mercado brasileiro, não por falta de qualidade local, mas pelo poder econômico e pela agressividade comercial da CRRC. O caso mais recente é o contrato de R$ 3,1 bilhões para 44 trens do Metrô de São Paulo, no qual fabricantes nacionais chegaram ao limite de competitividade.A CRRC, com faturamento anual de cerca de R$ 170 bilhões, acumula contratos em países desenvolvidos e emergentes e ampliou sua presença na América Latina, vencendo licitações em Medellín e Bogotá. No Brasil, integra o consórcio liderado pela Comporte para o Trem Intercidades e já forneceu trens para a Vale.Representantes do setor, como o Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre), ouvidos pela Folha, afirmam que as empresas brasileiras são competitivas no exterior, mas enfrentam concorrência desleal internamente. Por isso, pedem financiamentos mais competitivos e isonomia regulatória, em articulação com o governo federal e o vice-presidente Geraldo Alckmin.Para atender ao contrato paulista, a CRRC instalará parte da produção em Araraquara, em área da Hyundai Rotem, com investimento de R$ 50 milhões e geração de cem empregos, cumprindo exigências de nacionalização.Apesar da retomada gradual, a indústria ferroviária ainda opera abaixo da capacidade histórica: os carros de passageiros previstos para 2026 representam menos da metade do volume de 2016, e os vagões equivalem a apenas um quarto do pico de 2005, segundo dados compilados pela Folha. Mesmo assim, empresas como a Marcopolo Rail veem oportunidades em novos projetos, modernização de metrôs e reaproveitamento de trechos ferroviários devolvidos.A Wabtec também projeta cenário positivo, impulsionado pela renovação de concessões e pela demanda de setores como mineração e agronegócio. A empresa ampliou sua estrutura em Contagem (MG), inaugurando um centro global de engenharia e uma segunda linha de produção de locomotivas, sinalizando confiança no crescimento do mercado ferroviário brasileiro.
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Mídia: concorrência chinesa pressiona indústria ferroviária brasileira em meio à retomada do setor
11:35 04.01.2026 (atualizado: 13:35 04.01.2026) A indústria ferroviária brasileira prevê crescimento em 2026, com alta na produção de locomotivas, vagões e carros de passageiros, mas fabricantes afirmam que o avanço poderia ser maior não fosse a forte concorrência da chinesa CRRC, que venceu contratos bilionários e pressiona o setor por condições de competição mais equilibradas.
De
acordo com a Folha de S.Paulo, as
fabricantes ferroviárias instaladas no Brasil
preveem aumento na produção de locomotivas, vagões e carros de passageiros em 2026, mas afirmam que o avanço poderia ser maior se houvesse condições de concorrência mais equilibradas frente às gigantes chinesas. A CRRC, maior fabricante ferroviária do mundo, venceu a licitação bilionária do Metrô de São Paulo, integra o consórcio do Trem Intercidades e já forneceu trens para operações nacionais.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), a
indústria deve produzir 72 locomotivas em 2026, 1.900 vagões de carga e 193 carros de passageiros,
crescimentos significativos em relação ao ano anterior e os melhores níveis da década para locomotivas e vagões. Mesmo assim, o setor ainda está distante dos picos históricos registrados nas décadas de 2000 e 2010.
Ainda de acordo com a apuração, a entidade afirma que a concorrência chinesa pressiona o mercado brasileiro,
não por falta de qualidade local, mas pelo poder econômico e pela agressividade comercial da CRRC. O caso mais recente é o contrato de R$ 3,1 bilhões para 44 trens do Metrô de São Paulo, no qual
fabricantes nacionais chegaram ao limite de competitividade.
A CRRC, com faturamento anual de cerca de R$ 170 bilhões, acumula
contratos em países desenvolvidos e emergentes e ampliou sua presença na América Latina, vencendo licitações em Medellín e Bogotá. No Brasil, integra o consórcio liderado pela Comporte para o Trem Intercidades e
já forneceu trens para a Vale.

18 de dezembro 2025, 05:32
Representantes do setor, como o Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre), ouvidos pela Folha, afirmam que as
empresas brasileiras são competitivas no exterior, mas
enfrentam concorrência desleal internamente. Por isso, pedem financiamentos mais competitivos e isonomia regulatória, em articulação com o governo federal e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Para atender ao contrato paulista, a CRRC instalará parte da produção em Araraquara, em área da Hyundai Rotem, com investimento de R$ 50 milhões e geração de cem empregos, cumprindo exigências de nacionalização.
Apesar da retomada gradual, a indústria ferroviária ainda opera
abaixo da capacidade histórica: os carros de passageiros previstos para 2026 representam menos da metade do volume de 2016, e os vagões equivalem a apenas um quarto do pico de 2005, segundo dados compilados pela Folha. Mesmo assim, empresas como a Marcopolo Rail veem oportunidades em novos projetos,
modernização de metrôs e reaproveitamento de trechos ferroviários devolvidos.
A Wabtec também projeta cenário positivo, impulsionado pela renovação de concessões e pela demanda de setores como mineração e agronegócio. A empresa ampliou sua estrutura em Contagem (MG),
inaugurando um centro global de engenharia e uma segunda linha de produção de locomotivas, sinalizando confiança no crescimento do
mercado ferroviário brasileiro.
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