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Atropelamentos persistem e BR-262 segue rodovia mais fatal para fauna no país
Atropelamentos persistem e BR-262 segue rodovia mais fatal para fauna no país
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A morte de uma anta na BR-262, na região de Aquidauana (MS), registrada pela Sputnik Brasil neste domingo (4), reforça a condição do trecho pantaneiro como o... 05.01.2026, Sputnik Brasil
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Mesmo com iniciativas anunciadas por governos federal, estadual e municipais, a rodovia continua registrando milhares de atropelamentos por ano.São mais de 2,3 mil registros de mortes em 12 meses, conforme monitoramento do Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS).O impacto é sentido por dezenas de espécies, incluindo algumas ameaçadas de extinção, como tamanduás-bandeira, onças-pintadas e antas, que frequentemente cruzam o asfalto.Ações governamentaisEm novembro de 2025, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) deu início à instalação de cercas condutoras, passagens de fauna e reforço de sinalização em até 170 quilômetros da rodovia.O plano, aprovado no final de 2024, inclui estruturas subterrâneas e aéreas, adaptações de bueiros e redução de velocidade em trechos críticos, anunciadas após estudos que identificaram pontos de maior risco.Técnicos do DNIT afirmam que as medidas são baseadas em análises de comportamento da fauna e no mapeamento dos locais com maior incidência de atropelamentos. Reuniões públicas realizadas em Campo Grande (MS) detalharam que estruturas de dossel também serão instaladas para espécies arbóreas.No entanto, ambientalistas apontam que a execução é lenta e que parte das obras segue incompleta.O governo de Mato Grosso do Sul também ampliou medidas no programa Estrada Viva, com telas, radares e campanhas educativas voltadas aos motoristas. Municípios como Aquidauana, Miranda e Corumbá participam de ações de monitoramento, resgates e orientação ambiental por meio da Polícia Militar Ambiental (PMA) e de instituições locais.Órgãos federais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), têm realizado vistorias técnicas na BR-262, identificando ajustes necessários e cobrando eficácia na implantação de passagens e cercas.Entre 2017 e 2020, foram registrados 6.650 animais mortos em trecho de 339 km entre Campo Grande e a ponte sobre o Rio Paraguai, incluindo espécies ameaçadas como tamanduás-bandeira, antas e lobos-guará.O problema é agravado pela topografia e pelo comportamento noturno de muitos animais, que cruzam a rodovia em busca de alimento e água, especialmente durante a estação chuvosa, quando os habitats se tornam mais fragmentados e a presença humana aumenta.Especialistas em ecologia de estradas classificam o trecho da BR-262 que liga Campo Grande a Corumbá como o mais crítico para a fauna silvestre no país, atingindo até 88 espécies diferentes.Segundo apuração da reportagem, além de antas, tamanduás e tatus, outros animais como jacarés e aves também são frequentemente vistos mortos à beira da estrada.
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Atropelamentos persistem e BR-262 segue rodovia mais fatal para fauna no país
21:08 05.01.2026 (atualizado: 08:09 06.01.2026) A morte de uma anta na BR-262, na região de Aquidauana (MS), registrada pela Sputnik Brasil neste domingo (4), reforça a condição do trecho pantaneiro como o mais letal do país para animais silvestres.
Mesmo com iniciativas anunciadas por governos federal, estadual e municipais, a rodovia continua registrando milhares de atropelamentos por ano.
São mais de 2,3 mil registros de mortes em 12 meses, conforme monitoramento do
Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS).
O impacto é sentido por dezenas de espécies, incluindo algumas ameaçadas de extinção, como tamanduás-bandeira, onças-pintadas e antas, que frequentemente cruzam o asfalto.
Em novembro de 2025, o
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) deu início à instalação de cercas condutoras, passagens de fauna e
reforço de sinalização em até 170 quilômetros da rodovia.
O plano, aprovado no final de 2024, inclui estruturas subterrâneas e aéreas, adaptações de bueiros e redução de velocidade em trechos críticos, anunciadas após estudos que identificaram pontos de maior risco.
Técnicos do DNIT afirmam que as medidas são baseadas em análises de comportamento da fauna e no mapeamento dos locais com maior incidência de atropelamentos. Reuniões públicas realizadas em Campo Grande (MS) detalharam que estruturas de dossel também serão instaladas para espécies arbóreas.
No entanto, ambientalistas apontam que a execução é lenta e que parte das obras segue incompleta.
O
governo de Mato Grosso do Sul também ampliou medidas no programa Estrada Viva, com telas, radares e campanhas educativas voltadas aos motoristas. Municípios como Aquidauana, Miranda e Corumbá participam de ações de monitoramento, resgates e orientação ambiental por meio da Polícia Militar Ambiental (PMA) e de instituições locais.
Órgãos federais, como o
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), têm realizado vistorias técnicas na BR-262, identificando ajustes necessários e cobrando eficácia na implantação de passagens e cercas.
Entre 2017 e 2020, foram registrados 6.650 animais mortos em trecho de 339 km entre Campo Grande e a ponte sobre o Rio Paraguai, incluindo espécies ameaçadas como tamanduás-bandeira, antas e lobos-guará.
O problema é agravado pela topografia e pelo comportamento noturno de muitos animais, que cruzam a rodovia em busca de alimento e água, especialmente durante a estação chuvosa, quando os habitats se tornam mais fragmentados e a presença humana aumenta.
Especialistas em ecologia de estradas classificam o trecho da BR-262 que liga Campo Grande a Corumbá como o mais crítico para a fauna silvestre no país, atingindo até 88 espécies diferentes.
Segundo apuração da reportagem, além de antas, tamanduás e tatus, outros animais como jacarés e aves também são frequentemente vistos mortos à beira da estrada.
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