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Líder democrata chama intervenção dos EUA na Venezuela de 'ato de guerra' não autorizado

© AP Photo / J. Scott ApplewhiteCapitólio durante votação na Câmara dos Representantes em Washington, EUA, 12 de outubro de 2021
Capitólio durante votação na Câmara dos Representantes em Washington, EUA, 12 de outubro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 05.01.2026
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O líder democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, rejeitou as alegações do governo Trump de que a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela foi uma operação policial, classificando-a como um "ato de guerra" que exigia autorização do Congresso.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou no domingo (4) que a operação norte-americana na Venezuela não precisou de aval do Congresso porque, segundo ele, não constituiu uma invasão ou ocupação do país, mas sim uma ação policial para prender o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

"Essa não foi simplesmente uma operação de combate ao narcotráfico. Foi um ato de guerra [...]. Tratou-se de uma ação militar envolvendo a Força Delta, o Exército, aparentemente milhares de soldados, pelo menos 150 aeronaves militares e talvez dezenas de navios ao largo da costa da Venezuela e da América do Sul. Portanto, é evidente que foi uma ação militar, e, de acordo com a Constituição, somente o Congresso tem o poder de declarar guerra e autorizar esse tipo de operação", disse Jeffries ao canal de TV NBC no domingo.

Assim que o Congresso retomar os trabalhos na próxima semana, os democratas pretendem adotar medidas legislativas para proibir ações militares sem autorização explícita do Legislativo, acrescentou Jeffries.
O parlamentar questionou ainda as declarações do presidente Donald Trump de que poderia melhorar a vida dos venezuelanos por meio de suas ações, argumentando que o mandatário não cumpriu a promessa de campanha de reduzir o custo de vida dos cidadãos norte-americanos. Jeffries pediu que Trump se concentre em resolver os problemas internos dos Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa, em janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 04.01.2026
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Perguntado sobre eleições, Trump diz que Venezuela deve ser governada pelos EUA com 'lei e ordem'
No dia 3 de janeiro, os Estados Unidos lançaram um ataque maciço contra a Venezuela, capturando o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e levando-os para Nova York. O presidente norte-americano Donald Trump anunciou que Maduro e Flores serão julgados por suposto envolvimento em "narcoterrorismo" e por representarem uma ameaça, inclusive aos EUA.
Caracas solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU em resposta à operação dos Estados Unidos. O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela nomeou a vice-presidente Delcy Rodríguez como chefe de Estado interina.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou solidariedade ao povo venezuelano, pediu a libertação de Maduro e de sua esposa e alertou para a necessidade de evitar uma escalada ainda maior do conflito. A China exigiu a liberação imediata dos dois, reforçando que as ações dos EUA violaram o direito internacional.
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