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Sem citar Maduro, Brasil exige respeito à soberania venezuelana no Conselho de Segurança da ONU
Sem citar Maduro, Brasil exige respeito à soberania venezuelana no Conselho de Segurança da ONU
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O embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, defendeu nesta segunda-feira (5) o respeito à soberania da Venezuela, durante reunião emergencial do Conselho de... 05.01.2026, Sputnik Brasil
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Segundo Danese, a operação para o rapto do chefe de Estado venezuelano "cruza uma linha inaceitável", que pode ocasionar em um precedente perigoso para todos, não só para a América Latina e o Caribe.O representante brasileiro na ONU destaca que este episódio reforça os efeitos do enfraquecimento da governança internacional e dos mecanismos de cooperação estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial, com mais de 60 conflitos armados ativos pelo mundo.Danese reforçou que é necessário respeitar as normas estabelecidas na Carta da ONU, as quais não permitem "a exploração de recursos naturais ou econômicos" usados como justificativa para a "mudança ilegal de governo". Para o embaixador, "não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios".Durante discurso, Danese destacou que a América Latina e o Caribe "devem manter uma escolha duradoura e irreversível pela paz". O diplomata relembrou que episódios de violência na região já aconteceram e deixaram cicatrizes nos povos latino-americanos.O embaixador finalizou o discurso reforçando que Brasil e Venezuela compartilham mais de 2.000 km de fronteiras e que o governo federal não entende como solução para esta situação a criação de um protetorado.
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Sem citar Maduro, Brasil exige respeito à soberania venezuelana no Conselho de Segurança da ONU
14:58 05.01.2026 (atualizado: 18:34 05.01.2026) O embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, defendeu nesta segunda-feira (5) o respeito à soberania da Venezuela, durante reunião emergencial do Conselho de Segurança das Nações Unidas após o sequestro do presidente Nicolás Maduro, embora não o tenha citado nominalmente.
Segundo Danese, a operação para o
rapto do chefe de Estado venezuelano "cruza uma linha inaceitável", que pode ocasionar em um
precedente perigoso para todos, não só para a América Latina e o Caribe.
"Esses atos constituem uma afronta muito séria à soberania da Venezuela e devem trazer um precedente muito perigoso para toda a comunidade internacional."
O representante brasileiro na ONU destaca que este episódio reforça os
efeitos do enfraquecimento da governança internacional e dos mecanismos de cooperação estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial, com mais de 60
conflitos armados ativos pelo mundo.
Danese reforçou que é necessário respeitar as normas estabelecidas na Carta da ONU, as quais não permitem "a exploração de recursos naturais ou econômicos" usados como justificativa para a "mudança ilegal de governo". Para o embaixador, "não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios".
"O Brasil já reiterou em várias ocasiões que as normas de governo devem coexistir entre estados e são mandatórias e universais. Elas não admitem restrições baseadas em qualquer tipo de interesse ou projeto ideológico, geopolítico, político, econômico ou de qualquer outro tipo."
Durante discurso, Danese destacou que a América Latina e o Caribe "devem manter uma escolha duradoura e irreversível pela paz". O diplomata relembrou que episódios de violência na região já aconteceram e deixaram cicatrizes nos povos latino-americanos.
"Conflitos armados ameaçam a paz internacional e o princípio da não intervenção. Tivemos isso no passado. Contrário à liberdade, à democracia, essas intervenções produziram regimes autoritários e violações muito sérias dos direitos humanos, deixando como resultado milhares de prisioneiros políticos mortos, pessoas torturadas e desaparecidas, cujas famílias ainda hoje procuram por seus entes queridos, assim como por justiça e reparação."
O embaixador finalizou o discurso reforçando que
Brasil e Venezuela compartilham mais de 2.000 km de fronteiras e que o
governo federal não entende como solução para esta situação a criação de um protetorado.
"O Brasil não acredita que a solução para a situação na Venezuela seja a criação de protetorados no país. [...] Nós respeitamos a autodeterminação do povo venezuelano dentro da estrutura de sua Constituição. Os eventos de 3 de janeiro transcendem a esfera regional."
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