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Casa Branca: tripulação russa do Marinera pode enfrentar acusações criminais nos EUA

© AP Photo / Alex BrandonA secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, fala com repórteres na Sala de Imprensa James Brady, em 9 de setembro de 2025, em Washington, D.C.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, fala com repórteres na Sala de Imprensa James Brady, em 9 de setembro de 2025, em Washington, D.C. - Sputnik Brasil, 1920, 07.01.2026
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Em coletiva de imprensa, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, detalhou a posição do governo dos Estados Unidos sobre a apreensão do petroleiro Marinera e reiterou posições norte-americanas sobre Groenlândia e Venezuela.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse durante uma coletiva que a tripulação russa do petroleiro Marinera pode enfrentar acusações criminais nos EUA. A embarcação foi apreendida na manhã desta quarta-feira (7). Leavitt afirmou que membros da tripulação serão julgados e levados aos Estados Unidos, se necessário.

"A embarcação tinha uma ordem judicial de apreensão, o que significa que agora a tripulação está sujeita a processo por qualquer violação da lei federal aplicável e será levada à Justiça dos Estados Unidos, se necessário."

A apreensão do navio-tanque de bandeira russa pela Guarda Costeira norte-americana é o episódio mais recente das medidas agressivas dos Estados Unidos como forma de aplicar sanções unilaterais.
Nos últimos dias, a Casa Branca aumentou a tensão, não só ao sequestrar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, mas também ao subir o tom contra Colômbia, Cuba e Groenlândia.
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Venezuela

Indagada sobre o futuro da Venezuela, Leavitt comunicou que Washington não mantém tropas no país sul-americano neste momento, mas disse que o presidente norte-americano, Donald Trump, poderia enviar militares se achasse necessário.

"O presidente, naturalmente, reserva-se o direito de usar as Forças Armadas dos EUA se necessário; não é algo que ele deseje fazer. A diplomacia é sempre a primeira opção."

Leavitt também disse que autoridades interinas do país concordaram em transferir petróleo sujeito a sanções para os Estados Unidos. Trump anunciou na terça-feira (6) que a Venezuela enviaria 50 milhões de barris para ser vendidos a preço de mercado.
Além disso, a porta-voz da Casa Branca disse que Washington possui "poder máximo para influenciar" a Venezuela neste momento. Leavitt optou também por não desmentir relatos de que a Casa Branca teria ordenado ao governo venezuelano que cessasse cooperações com Rússia, China, Irã e Cuba.
"Ao mesmo tempo, o governo deixou perfeitamente claro para as autoridades interinas na Venezuela: este é o Hemisfério Ocidental e a hegemonia americana continuará sob o atual presidente."
Apesar disso, a representante da Casa Branca disse que Trump mantém relações muito abertas e sinceras com o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente chinês, Xi Jinping.
"Como você sabe, [Trump] conversou com eles repetidamente desde que assumiu o cargo, há cerca de um ano, e acredito que esses relacionamentos pessoais continuarão."
Ainda sobre o tema da Venezuela, a secretária de imprensa reiterou que o governo estadunidense continuará sua política de deportação de imigrantes não documentados.
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Groenlândia

Em meio às tensões no Caribe, Donald Trump voltou a discursar sobre uma anexação da Groenlândia aos Estados Unidos. Segundo Leavitt, os EUA precisam do território para obter "maior controle" no Ártico.

"A presença atual dos Estados Unidos no Ártico não é suficiente; o país precisa da Groenlândia […]."

A porta-voz disse que Trump está discutindo a compra da Groenlândia com sua equipe de segurança nacional, contudo não descartou ações militares caso a diplomacia não funcionasse. A informação já havia sido expressa mais cedo pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
Em dezembro de 2025, Trump nomeou Jeff Landry, governador da Louisiana, como enviado especial para a Groenlândia. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, manifestou indignação com as declarações do novo representante estadunidense e prometeu convocar o embaixador americano em Copenhague para explicações.
Em uma declaração conjunta, os primeiros-ministros da Dinamarca e da Groenlândia, Mette Frederiksen e Jens-Frederik Nielsen, alertaram os EUA contra a anexação da ilha, ressaltando que esperavam respeito à integridade territorial compartilhada.
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