Banco Central põe em sigilo comunicações com Moraes sobre caso Master
Banco Central põe em sigilo comunicações com Moraes sobre caso Master
Sputnik Brasil
O Banco Central colocou sob sigilo os registros das comunicações entre autoridades do órgão e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal... 08.01.2026, Sputnik Brasil
De acordo com o site de notícias Metrópoles, o jornal solicitou por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) os registros de reuniões e comunicações que digam respeito ao caso do Banco Master, mas a instituição negou o acesso total aos registros, alegando a proteção de dados patrimoniais e informações pessoais. O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, firmou um contrato de R$ 129,6 milhões com o Banco Master, investigado por fraudes financeiras. O acordo previa o pagamento mensal de R$ 3,6 milhões ao longo de três anos (2024 a 2027), mas os repasses foram suspensos após a liquidação da instituição pelo Banco Central.Uma cópia digital do contrato foi encontrada no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, quando foi preso pela PF no mês de novembro durante a Operação Compliance Zero.Ele é acusado de emitir títulos de crédito falsos. As investigações da PF foram iniciadas em 2024, após pedido do Ministério Público Federal para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira.A 10ª Vara Federal de Brasília determinou o bloqueio e a arrecadação de bens do Banco de Brasília (BRB), do Banco Master e de diversos executivos investigados na Operação Compliance Zero.Em dezembro passado, Moraes informou, por meio de nota, que realizou encontros institucionais com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir impactos da Lei Magnitsky, norma utilizada pelos Estados Unidos para impor sanções ao magistrado e a familiares.De acordo com o comunicado, Moraes também se reuniu com dirigentes de diversas instituições financeiras, incluindo a presidência do Banco do Brasil, representantes do Itaú, da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, da Febraban, do BTG, além de vice‑presidentes do Santander e do Itaú. Segundo o ministro, todas as conversas tiveram como foco exclusivo as consequências práticas da aplicação da lei norte‑americana.
O Banco Central colocou sob sigilo os registros das comunicações entre autoridades do órgão e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a respeito do processo de liquidação do Banco Master.
De acordo com o site de notícias Metrópoles, o jornal solicitou por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) os registros de reuniões e comunicações que digam respeito ao caso do Banco Master, mas a instituição negou o acesso total aos registros, alegando a proteção de dados patrimoniais e informações pessoais.
"O Banco Central colocou sob sigilo informações básicas, como trocas de mensagens, datas e registros de reuniões", diz a matéria publicada nesta quinta-feira (8). "O Banco Central alegou que todas as informações sobre o caso Master envolvem dados patrimoniais e pessoais, protegidos por sigilo, e que, por isso, não poderia fornecer qualquer informação sobre o assunto".
O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, firmou um contrato de R$ 129,6 milhões com o Banco Master, investigado por fraudes financeiras.
O acordo previa o pagamento mensal de R$ 3,6 milhões ao longo de três anos (2024 a 2027), mas os repasses foram suspensos após a liquidação da instituição pelo Banco Central.
Uma cópia digital do contrato foi encontrada no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, quando foi preso pela PF no mês de novembro durante a Operação Compliance Zero.
Ele é acusado de emitir títulos de crédito falsos. As investigações da PF foram iniciadas em 2024, após pedido do Ministério Público Federal para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira.
A 10ª Vara Federal de Brasília determinou o bloqueio e a arrecadação de bens do Banco de Brasília (BRB), do Banco Master e de diversos executivos investigados na Operação Compliance Zero.
Em dezembro passado, Moraes informou, por meio de nota, que realizou encontros institucionais com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir impactos da Lei Magnitsky, norma utilizada pelos Estados Unidos para impor sanções ao magistrado e a familiares.
De acordo com o comunicado, Moraes também se reuniu com dirigentes de diversas instituições financeiras, incluindo a presidência do Banco do Brasil, representantes do Itaú, da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, da Febraban, do BTG, além de vice‑presidentes do Santander e do Itaú. Segundo o ministro, todas as conversas tiveram como foco exclusivo as consequências práticas da aplicação da lei norte‑americana.
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