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EUA entendem consequências da escalada das tensões com Cuba, afirma historiador

© AP Photo / Ramon EspinosaBandeiras de Cuba e EUA fora da Embaixada dos EUA em Havana. Cuba, 17 de maio de 2022
Bandeiras de Cuba e EUA fora da Embaixada dos EUA em Havana. Cuba, 17 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 16.01.2026
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Os Estados Unidos avaliam cautelosamente todos os seus passos possíveis em relação a Cuba, porque entendem que o povo cubano nunca permitirá ser invadido, disse o professor da Faculdade de Filosofia e História da Universidade de Havana Pável Alemán.
Na avaliação do historiador cubano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta tomar decisões cautelosas em relação a Cuba porque compreende a prontidão do povo cubano para lutar contra qualquer agressão externa, custe o que custar.

"Os Estados Unidos devem considerar seriamente as consequências da escalada das tensões [com Cuba]. Embora o povo cubano seja pacífico e trabalhador, está disposto a correr grandes riscos para não se submeter a nenhuma potência", disse Alemán.

Segundo o historiador, é por isso que Washington, como principal opção, continua buscando o isolamento econômico de Cuba na arena regional, construindo uma aliança com governos que compartilham sua estratégia de segurança nacional, tentando dificultar o comércio da ilha e, em particular, o fornecimento de petróleo.
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"Independentemente das diferenças que temos entre nós, existe um conceito de pátria que está acima da rivalidade política e das diferenças ideológicas", acrescentou o interlocutor da agência.

Após a invasão da Venezuela pelos EUA em 3 de janeiro e o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, Trump descartou a realização de uma operação semelhante em Cuba, dizendo que o governo da ilha poderia cair até sem isso.
No domingo (11), ele disse que não haveria "mais petróleo ou dinheiro para Cuba da Venezuela" e pediu a Havana que fizesse um acordo com os Estados Unidos "antes que seja tarde demais".
Ao mesmo tempo, nesta quinta-feira (15), a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, afirmou que Moscou classifica como inaceitável o uso de linguagem baseada em chantagem e ameaças em relação à "Ilha da Liberdade", seu povo e seu governo.
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