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Secretário-geral da ONU fica fora do Conselho da Paz de Trump para a Faixa de Gaza

© AP Photo / Amr NabilAntónio Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), fala durante coletiva de imprensa com Sameh Shoukry, então chanceler egípcio (fora da foto), na sede do Ministério das Relações Exteriores do país, na Nova Capital Administrativa do Egito, em 24 de março de 2024
António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), fala durante coletiva de imprensa com Sameh Shoukry, então chanceler egípcio (fora da foto), na sede do Ministério das Relações Exteriores do país, na Nova Capital Administrativa do Egito, em 24 de março de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 19.01.2026
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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, não recebeu convite para integrar o chamado Conselho da Paz sobre a Faixa de Gaza, informou o vice-porta-voz do secretário-geral, Farhan Haq, nesta segunda-feira (19). A ação acendeu temor na comunidade internacional sobre a atuação do órgão como estrutura paralela à ONU.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende realizar na próxima quinta-feira (22), em Davos, uma cerimônia de assinatura de um acordo sobre a criação do Conselho da Paz.
"Não tenho conhecimento de nenhuma comunicação que tenhamos recebido a esse respeito", disse Farhan Haq ao ser questionado se Guterres havia sido convidado a integrar o conselho.
Além disso, segundo Haq, Guterres também não comparecerá ao Fórum Económico Mundial em Davos, para o qual havia planejado viajar anteriormente. O motivo oficial informado foi uma "forte gripe".
O governo dos Estados Unidos convidou diversos líderes internacionais para integrar o órgão — incluindo um braço específico para administrar a Faixa de Gaza. Segundo um esboço do estatuto obtido pela Bloomberg, países que desejarem um assento permanente deverão contribuir com pelo menos US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões), e Trump seria o presidente inaugural, com poder para decidir quem entra e para aprovar todas as decisões tomadas por maioria simples.
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No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para analisar o convite feito por Trump ao brasileiro. Também foram chamados a participarem do grupo Rússia e Belarus.
O estatuto descreve o conselho como uma organização internacional voltada a promover estabilidade, restaurar governança legal e assegurar paz duradoura em regiões afetadas por conflitos.
O texto prevê que o Conselho da Paz se reúna ao menos uma vez por ano para votações, em datas e locais definidos pelo presidente, e que encontros trimestrais do conselho executivo ocorram sem necessidade de votação. Trump também teria poder para remover membros, salvo veto de dois terços dos Estados-membros, e deveria sempre indicar um sucessor para a presidência.
A medida faz parte do plano norte-americano que prevê uma administração internacional temporária do território, além de um mandato de força para tropas internacionais de estabilização, que seriam destacadas em coordenação com Israel e Egito.
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