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Putin agradece convite de Trump ao Conselho da Paz e oferece US$ 1 bi em ativos congelados

© Sputnik / Sergei BobylevPresidente russo Vladimir Putin durante o programa Resultados do Ano em 19 de dezembro de 2025
Presidente russo Vladimir Putin durante o programa Resultados do Ano em 19 de dezembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 21.01.2026
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, agradeceu nesta quarta-feira (21) ao líder norte-americano Donald Trump pelo convite para integrar o recém-criado "Conselho da Paz", iniciativa anunciada pela Casa Branca com foco na mediação de conflitos internacionais, como a guerra na Faixa de Gaza.
Segundo Putin, Moscou recebeu um convite pessoal de Trump para participar da nova estrutura internacional. A declaração foi feita durante reunião com os membros permanentes do Conselho de Segurança da Federação Russa.
"Recebemos um apelo pessoal do presidente dos Estados Unidos com um convite para aderir à nova estrutura internacional criada por sua iniciativa, o Conselho da Paz. Gostaria, antes de tudo, de agradecer por essa proposta", afirmou Putin.
Durante o mesmo encontro, Putin anunciou que a Rússia está disposta a destinar US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) ao Conselho da Paz, valor que seria proveniente de ativos russos congelados anteriormente nos Estados Unidos.
"Poderíamos direcionar ao Conselho da Paz US$ 1 bilhão em ativos russos que foram congelados ainda durante a administração anterior dos Estados Unidos", disse Putin, ressaltando que os recursos poderiam ser utilizados no âmbito das iniciativas do novo organismo.
O presidente russo também esclareceu que a proposta do Conselho da Paz está centrada, sobretudo, na busca de soluções para o conflito no Oriente Médio. De acordo com Putin, o foco principal envolve o processo de estabilização regional e a situação humanitária na Faixa de Gaza.
A iniciativa também prevê a administração internacional temporária do enclave e um mandato para o envio de forças de estabilização para a região, em coordenação com Israel e Egito.
"O convite que nos foi apresentado trata, antes de tudo, da resolução da situação no Oriente Médio, da busca por caminhos possíveis para solucionar os problemas urgentes do povo palestino e da superação da grave crise humanitária na Faixa de Gaza", afirmou.
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Chancelaria russa vai consultar parceiros estratégicos

Sobre a aceitação para participar do Conselho da Paz de Trump, o presidente russo informou no discurso que o Ministério das Relações Exteriores vai analisar os documentos recebidos que trazem detalhes da proposta e ainda consultar parceiros estratégicos de Moscou.
"Quanto à nossa participação no Conselho da Paz, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia foi encarregado de analisar os documentos recebidos e de consultar nossos parceiros estratégicos sobre o tema. Somente depois disso poderemos dar uma resposta ao convite que nos foi encaminhado", afirmou.
Mais cedo, o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, confirmou que 25 países já aceitaram o convite de Trump para integrar o conselho. Entre eles, estão Belarus, Egito, Israel, Marrocos, Hungria e Canadá.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também foi chamado para integrar o órgão, mas o Itamaraty ainda avalia a situação e até já demonstrou preocupações públicas do grupo se sobrepor à atuação da Organização das Nações Unidas (ONU).
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'Intenções dos EUA sobre a Groenlândia não dizem respeito à Rússia'

Durante o discurso, Putin também comentou sobre as tensões entre Estados Unidos e Europa por conta da Groenlândia. Nos últimos dias, Trump elevou o tom sobre a intenção de comprar o território e chegou inclusive a ameaçar o uso da força militar, mas voltou atrás. Para o presidente russo, as intenções dos Estados Unidos em relação à ilha não dizem respeito a Moscou.
Ao comentar o contexto geopolítico, o presidente russo ressaltou que a Rússia possui experiência em negociações desse tipo com Washington, lembrando a venda do Alasca no século XIX. "Temos experiência na resolução de questões semelhantes com os Estados Unidos", disse.
Putin também criticou a postura histórica da Dinamarca em relação à Groenlândia, afirmando que o território foi tratado como colônia. "O país europeu sempre tratou a Groenlândia como colônia, de forma bastante dura, para não dizer cruel", declarou.
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