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'Não vejo como aceitar', diz Amorim sobre convite a Conselho da Paz de Trump
'Não vejo como aceitar', diz Amorim sobre convite a Conselho da Paz de Trump
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Documento, que nem menciona Gaza, criaria uma estrutura paralela à Organização das Nações Unidas, diz assessor da presidência. 22.01.2026, Sputnik Brasil
2026-01-22T15:35-0300
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Em entrevista ao jornal O Globo, Celso Amorim, assessor internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou ser contra a participação brasileira no Conselho de Paz, formalizado hoje (22) pelo presidente norte-americano Donald Trump.Da forma que foi elaborado diz, o documento nem menciona a Faixa de Gaza e, por isso, poderia ser estendido para qualquer conflito em que deseje atuar. Ou seja, na prática, a Carta criaria um novo Conselho de Segurança com um presidente permanente, os Estados Unidos.Segundo Amorim, não é possível discutir os termos de governança do novo órgão. "É um contrato de adesão", explicou, e Trump não aceita emendas. "Isso torna essa parte difícil."O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou a criação do Conselho de Paz nesta quinta-feira (22) em Davos, na Suíça, onde estava para participar do Fórum Econômico Mundial.Divulgado pela Casa Branca em suas redes sociais, o logotipo do Conselho se assemelha ao da ONU, só que com os Estados Unidos no centro.Cerca de 60 países foram convidados para se juntar ao Conselho para um mandato de três anos. Caso queiram estender sua adesão, os países devem pagar US$ 1 bilhão durante o primeiro ano de vigor da Carta, informa a Bloomberg News.Além de Lula, foram convidados líderes como Narendra Modi, da Índia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da Turquia, Recep Erdogan, o único destes a aceitar. O secretário-geral da ONU, António Guterres, por sua vez, não foi convidado.Como ação de estreia, o Conselho atuará supervisionando o processo de paz na Faixa de Gaza. Dentro dele há diferentes órgãos, como o Conselho Executivo, composto por indivíduos que estiveram na fundação, um órgão específico para Gaza, composto por autoridades regionais e membros do órgão anterior, e a Força Internacional de Estabilização, braço armado que liderará as operações de segurança.
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'Não vejo como aceitar', diz Amorim sobre convite a Conselho da Paz de Trump
15:35 22.01.2026 (atualizado: 18:15 22.01.2026) Documento, que nem menciona Gaza, criaria uma estrutura paralela à Organização das Nações Unidas, diz assessor da presidência.
Em entrevista ao jornal O Globo, Celso Amorim, assessor internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
afirmou ser contra
a participação brasileira no Conselho de Paz, formalizado hoje (22) pelo presidente norte-americano Donald Trump.
Da forma que foi elaborado diz, o documento nem menciona a Faixa de Gaza e, por isso, poderia ser estendido para qualquer conflito em que deseje atuar. Ou seja, na prática, a Carta criaria um novo Conselho de Segurança com um presidente permanente, os Estados Unidos.
"Representa, na prática, uma revogação da ONU, sobretudo na área de paz e segurança. Essa parte, com certeza, eu não vejo como aceitar. Não dá para considerar uma reforma da ONU feita por um país."
Segundo Amorim, não é possível discutir os termos de governança do novo órgão. "É um contrato de adesão", explicou, e Trump não aceita emendas. "Isso torna essa parte difícil."
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou a criação do Conselho de Paz nesta quinta-feira (22) em Davos, na Suíça, onde estava para participar do Fórum Econômico Mundial.
Divulgado pela Casa Branca em suas redes sociais, o logotipo do Conselho se assemelha ao da ONU, só que com os Estados Unidos no centro.
Cerca de 60 países foram convidados para se juntar ao Conselho para um mandato de três anos. Caso queiram estender sua adesão, os países devem pagar US$ 1 bilhão durante o primeiro ano de vigor da Carta, informa a Bloomberg News.
Além de Lula, foram convidados líderes como Narendra Modi, da Índia,
o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da Turquia, Recep Erdogan, o único destes a aceitar. O secretário-geral da ONU, António Guterres, por sua vez, não foi convidado.
Como ação de estreia, o Conselho atuará supervisionando o processo de paz na Faixa de Gaza.
Dentro dele há diferentes órgãos, como o Conselho Executivo, composto por indivíduos que estiveram na fundação, um órgão específico para Gaza, composto por autoridades regionais e membros do órgão anterior, e a Força Internacional de Estabilização, braço armado que liderará as operações de segurança.
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