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Banco Central mantém taxa de juros em 15% pela 5ª reunião seguida, apesar da inflação controlada

© Foto / Antonio Cruz / Agência BrasilEdifício do Banco Central do Brasil, em Brasília (DF), em 11 de julho de 2025
Edifício do Banco Central do Brasil, em Brasília (DF), em 11 de julho de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 28.01.2026
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Mesmo com sinais recentes de alívio na inflação e no câmbio, o Banco Central decidiu manter os juros no patamar atual. Em decisão unânime, o Comitê de Política Monetária (Copom) optou por preservar a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano. Esta é a quinta vez que não há mudanças no percentual, o mais alto desde julho de 2006.
No comunicado divulgado após a reunião, o Banco Central indicou que poderá iniciar um ciclo de cortes a partir de março, desde que o cenário econômico siga favorável e a inflação permaneça sob controle. Segundo o Copom, a flexibilização da política monetária dependerá da confirmação das projeções atuais, com a manutenção de uma postura restritiva para garantir a convergência da inflação à meta estabelecida.
A decisão ocorreu em um momento de composição incompleta do colegiado. No fim de 2025, terminaram os mandatos de Renato Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro, e de Paulo Pichetti, diretor de Política Econômica. As indicações dos substitutos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) devem ser enviadas ao Congresso apenas após o recesso parlamentar, em fevereiro.
A trajetória recente da Selic começou a mudar em setembro de 2024, após a taxa ter atingido 10,5% ao ano em maio daquele ano. O movimento de alta levou os juros a 15% em junho, patamar que vem sendo mantido desde então.
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A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2025, o índice fechou em 4,26%, o menor resultado anual desde 2018, retornando ao intervalo permitido pela meta da instituição (inflação em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo). Na prática, o IPCA pode variar entre 1,5% e 4,5% sem que a meta seja considerada descumprida.
No Relatório de Política Monetária divulgado no fim de dezembro, o Banco Central reduziu a projeção de inflação para 2026 de 3,6% para 3,5%. A autoridade monetária, no entanto, indicou que a estimativa pode ser revista diante das oscilações do dólar e do comportamento recente dos preços. A próxima edição do relatório será publicada no fim de março.
Os juros elevados ajudam a conter a inflação ao encarecer o crédito e reduzir o consumo e os investimentos. Por outro lado, esse cenário tende a limitar o ritmo de crescimento da economia. No último relatório, o Banco Central revisou levemente para cima a projeção de crescimento do PIB em 2026, de 1,5% para 1,6%. O mercado financeiro projeta um desempenho um pouco melhor, com expansão estimada em 1,8%, segundo o boletim Focus.
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