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Dependência do gás dos EUA cresce na União Europeia e acende alerta energético, diz autoridade

© AP Photo / Emilio MorenattiOperadores trabalham na planta de regaseificação Enagss, a maior planta de gás natural liquefeito (GNL) da Europa, em Barcelona, Espanha, 29 de março de 2022
Operadores trabalham na planta de regaseificação Enagss, a maior planta de gás natural liquefeito (GNL) da Europa, em Barcelona, Espanha, 29 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 28.01.2026
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Autoridades da União Europeia alertaram para o avanço da dependência do bloco em relação ao gás natural liquefeito (GNL) importado dos Estados Unidos, movimento que se intensificou após o rompimento de contratos com a Rússia. Levantamento da Sputnik mostrou que bloco gastou mais de 300 bilhões de euros (R$ 1,8 trilhão) a mais nos últimos anos.
A vice-presidente executiva da Comissão Europeia para uma Transição Limpa, Justa e Competitiva, Teresa Ribera, afirmou nesta quarta-feira (28) que a UE vem ampliando de forma significativa as compras de GNL norte-americano. Segundo ela, o bloco está "aumentando de maneira muito relevante a dependência do gás natural liquefeito proveniente dos Estados Unidos".
Ribera alertou para a necessidade de ampliar a diversificação de fornecedores e de avançar no uso de fontes próprias. Segundo ela, o caminho passa por maior investimento em energias renováveis e no hidrogênio.
Dados da Comissão Europeia indicam que os Estados Unidos responderam por cerca de 58% do GNL importado pela UE em 2025, participação quatro vezes maior do que a registrada em 2021.
O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, também chamou atenção para os riscos do atual modelo. Em avaliação recente, ele afirmou que a Europa corre o risco de "colocar todos os ovos na mesma cesta" no abastecimento energético.
O debate ocorre enquanto a União Europeia debate proibir totalmente a importação de gás russo a partir de 2027, decisão que fortaleceu o papel dos Estados Unidos como principal fornecedor alternativo.
Unidade de armazenamento de gás natural liquefeito Hoegh Esperanza durante a abertura do terminal em Wilhelmshaven, Alemanha, 17 de dezembro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 27.01.2026
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Perda de 300 bilhões de euros

A recusa em importar petróleo da Rússia já custou aos cofres da UE quase 300 bilhões de euros (R$ 1,8 trilhão) ao longo de quatro anos, segundo cálculos da Sputnik com base em dados do Eurostat. De acordo com dados, a Rússia era o maior fornecedor do recurso para o mercado europeu, respondendo por cerca de um quarto de todas as entregas ao bloco. Em 2025, essa participação caiu para 2%. No entanto, a rápida substituição do petróleo russo teve impacto direto nos custos dos países europeus.
Entre janeiro e novembro de 2025, o preço médio de um barril de petróleo importado pelo bloco foi de 65 euros (R$ 404), contra 57 euros (R$ 354) quatro anos antes. Com isso, os europeus passaram a pagar 8 euros (R$ 49) a mais por barril em comparação com 2021.
Como resultado, a perda financeira em 2025 (considerando dados até novembro) foi de 22,7 bilhões de euros (R$ 141 bilhões), enquanto no período de 2022 a 2024 o valor chegou a 259,8 bilhões de euros (R$ 1,6 trilhão). No total, desde o início das sanções contra a Rússia, os países europeus pagaram cerca de 283 bilhões de euros (R$ 1,7 trilhão) a mais.
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