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Universidade brasileira desenvolve motor de foguete inédito no Brasil com impressão 3D metálica

© Foto / Divulgação / (LPQ/FCTE/ UnB)Universidade de Brasília (UnB) desenvolve motor de foguete inédito no Brasil com impressão 3D metálica. Janeiro de 2025.
Universidade de Brasília (UnB) desenvolve motor de foguete inédito no Brasil com impressão 3D metálica. Janeiro de 2025. - Sputnik Brasil, 1920, 28.01.2026
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A Universidade de Brasília (UnB), no Distrito Federal, desenvolveu um motor de foguete inovador com uso de impressão 3D metálica. Com cerca de três quilos, o motor foi projetado para operar em condições extremas de pressão e temperatura.
De acordo com Agência Espacial Brasileira (AEB), a tecnologia representa um avanço para a soberania tecnológica brasileira na área espacial ao demonstrar a capacidade nacional de conceber e fabricar componentes críticos para missões espaciais.
O projeto é resultado de parcerias nacionais e internacionais e é considerado estratégico para o fortalecimento da tecnologia espacial brasileira. A iniciativa surgiu no contexto do projeto SARA – Satélite de Reentrada Atmosférica, liderado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) , do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) , com apoio e financiamento da AEB.
O satélite exigia um sistema de propulsão capaz de retirá-lo da órbita e redirecioná-lo à Terra ao final da missão.
De acordo com o professor Olexiy Shynkarenko, coordenador do Laboratório de Propulsão Química da Universidade de Brasília (LPQ) da Faculdade de Ciências e Tecnologias em Engenharia (FCTE), a falta de modelos consolidados no país obrigou a equipe a criar metodologias próprias para conceber um motor leve, compacto e apto a operar em ambientes extremos:
"Atuamos em uma área ainda pouco explorada no país. Não havia um histórico consolidado de motores fabricados por manufatura aditiva metálica que servisse como base direta. Isso exigiu o desenvolvimento de soluções próprias, conciliando os princípios clássicos de propulsão com as particularidades do processo de fabricação e as limitações de materiais, geometria e instrumentação", disse ele na divulgação do foguete.
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A peça foi fabricada por meio de impressão 3D metálica no Instituto SENAI de Inovação em Sistemas de Manufatura e Processamento a Laser, em Joinville (SC).

"Com essa tecnologia, foi possível substituir um conjunto composto por dezenas de peças por uma única peça monolítica, produzida em dias, e não em meses", explica.

Com mais de 20 anos de experiência em pesquisas em propulsão espacial, a UnB vem desenvolvendo, desde 1999, motores-foguete híbridos e a nova invenção é resultado de mais de dez anos de pesquisa.
De acordo com a instituição, os primeiros estudos utilizaram oxigênio gasoso como oxidante e polietileno de alta densidade como combustível, em configurações com múltiplas portas de combustão.
Em 2004 foram feitos os primeiros lançamentos de foguetes com o par propelente óxido nitroso e parafina sólida. No ano seguinte, a UnB foi selecionada para aplicação dessa tecnologia pelo Programa UNIESPAÇO, parceria firmada desde 1997 entre a AEB e instituições de ensino, com foco no desenvolvimento tecnológico e na formação de recursos humanos para o setor espacial.
Os pesquisadores passaram a receber recursos de diferentes agências de fomento e hoje conta com o laboratório de testes de propulsores híbridos mais estruturado do Brasil.
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Sobre a AEB e o Programa UNIESPAÇO

Autarquia pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI ), a Agência Espacial Brasileira (AEB) foi criada em criada em 1994 e é responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira.
Em 1997 a agência criou o programa UNIESPAÇO, um dos principais instrumentos de articulação entre o setor espacial e as universidades brasileiras, que reúne dezenas de projetos com a participação das principais universidades federais e institutos do país.
Entre os temas contemplados estão computadores de bordo para aplicação espacial, nanotubos de carbono e proteções térmicas para altas temperaturas, soluções de navegação espacial.
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