'Crise na Groenlândia' pode levar a aumento da presença da OTAN no Ártico, afirma enviado russo

© AP Photo / Emilio Morenatti
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A Rússia avalia que a "crise na Groenlândia" deve resultar em maior presença militar injustificada da OTAN no Ártico, que pode desestabilizar uma região antes marcada por cooperação, afirmou o embaixador Nikolai Korchunov.
O resultado da "crise na Groenlândia" pode ser um aumento da presença militar injustificada da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no Ártico, direcionada contra a Rússia e a China, declarou o embaixador russo em Oslo, Nikolai Korchunov, à Sputnik.
"No estágio atual, a 'crise na Groenlândia' está claramente diminuindo, e seu principal resultado será, aparentemente, um aumento da presença militar objetivamente injustificada no Ártico de países da Organização do Tratado do Atlântico Norte [OTAN], incluindo membros não regionais que não possuem recursos naturais próprios, direcionada contra a Rússia e a China", disse o embaixador.
O enviado russo acrescentou que a concretização de tal cenário teria consequências destrutivas para a segurança e a estabilidade nesta região, que até recentemente era uma área de baixa tensão e cooperação internacional.
A Groenlândia faz parte do reino da Dinamarca. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou repetidamente que a ilha deveria se tornar parte dos Estados Unidos. As autoridades dinamarquesas e groenlandesas alertaram Washington contra a anexação da ilha, ressaltando que esperam respeito à sua integridade territorial.


