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STF condena mandantes do assassinato de Marielle Franco a 76 anos de prisão

© Foto / Mário Vasconcellos / Divulgação / Câmara Municipal do Rio de JaneiroMarielle Franco, vereadora carioca do Psol, assassinada no Rio de Janeiro (RJ) na noite de 14 de março de 2018
Marielle Franco, vereadora carioca do Psol, assassinada no Rio de Janeiro (RJ) na noite de 14 de março de 2018 - Sputnik Brasil, 1920, 25.02.2026
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta quarta-feira (25), os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, a 76 anos e três meses de prisão. Os réus também responderam pela tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.
Por unanimidade, o colegiado concluiu que os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, planejaram o homicídio de Marielle, consumado em março de 2018.
Eles perderam os cargos públicos e os direitos políticos, assim como o delegado da Polícia Civil Rivaldo Barbosa, o major da Polícia Militar Ronald Alves e o cabo reformado Robson Calixto, também da PM e ex-assessor de Domingos Brazão. Todos estão presos preventivamente.
Rivaldo Barbosa foi condenado, por obstrução de Justiça e corrupção passiva, a 18 anos de prisão e 360 dias-multa de um salário mínimo;
O major Ronald Alves foi condenado a 56 anos de prisão pelos homicídios e pela tentativa de assassinato.
O cabo Robson Calixto, o Peixe, recebeu uma pena de 9 anos de prisão por organização criminosa armada, mais 200 dias-multa de um salário mínimo.
Inicio do julgamento no STF dos mandantes do assassinato da ex-vereadora, Marielle Franco, em Brasília (DF), 24 de fevereiro de 2026. - Sputnik Brasil, 1920, 24.02.2026
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Julgamento do caso Marielle: PGR compara suspeitos de matar vereadora a mafiosos da Itália
As penas foram calculadas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, e seguidas pelo restante da Turma.
O caso chegou ao STF em 2024, após a investigação identificar o envolvimento de Chiquinho Brazão, que tinha foro privilegiado por ser deputado federal.
Os acusados de matar a vereadora e o motorista, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, foram condenados em 2024 pelo 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

Indenizações

Os ministros também definiram o pagamento de indenizações às famílias de Marielle Franco, Anderson Gomes e Fernanda Chaves, no valor de R$ 7 milhões, que ficará a cargo dos réus em divisão a ser definida.
Fernanda Chaves receberá R$ 1 milhão, e a família de Marielle Franco (dividida igualmente entre pai, mãe, filha e viúva da vereadora) e de Anderson Gomes (dividida igualmente entre a viúva e o filho do motorista), R$ 3 milhões cada.
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