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EUA lançam operações ao redor do mundo sem ter munições em quantidade suficiente, diz analista

© Foto / Staff Sgt. Nicholas Goodman/Exército dos EUAO chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, se reúne com líderes da 35ª Brigada de Artilharia de Defesa Aérea e soldados do 6º Batalhão, 52º Regimento de Artilharia de Defesa Aérea, em frente a um lançador do Sistema de Capacidade de Proteção Contra Incêndio Indireto em um local tático Patriot, 22 de setembro de 2025
O chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, se reúne com líderes da 35ª Brigada de Artilharia de Defesa Aérea e soldados do 6º Batalhão, 52º Regimento de Artilharia de Defesa Aérea, em frente a um lançador do Sistema de Capacidade de Proteção Contra Incêndio Indireto em um local tático Patriot, 22 de setembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 01.03.2026
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O principal problema de Washington no Oriente Médio é a expansão global excessiva dos Estados Unidos, disse à Sputnik o analista geopolítico Brian Berletic, comentando uma reportagem da Bloomberg segundo a qual os estoques de interceptadores de mísseis dos EUA poderiam se esgotar em poucos dias caso os ataques retaliatórios iranianos continuassem.
Segundo o analista, Washington está tentando travar várias guerras e guerras por procuração de agressão em todo o mundo, da América Latina à Ucrânia, na Europa, e no Oriente Médio, no Irã e no Iêmen.
Ao mesmo tempo, os EUA também estão reunindo forças para um confronto com a China na região da Ásia-Pacífico e o país simplesmente não tem munições suficientes para tudo isso.
"É difícil prever por quanto tempo os estoques dos EUA e de Israel durarão ao ritmo atual de uso [dois a três interceptadores por míssil], mas eles já estavam significativamente esgotados mesmo antes do início da última rodada de agressões", ressaltou.
Na ótica do especialista, a estratégia dos EUA envolve mais a movimentação dos estoques existentes em todo o mundo do que a produção de munições adicionais.
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Nesse contexto, ele salientou que, após os ataques de junho de 2025, os EUA suspenderam as operações e passaram a usar métodos assimétricos para enfraquecer a economia e desestabilizar politicamente o Irã.
Os EUA também buscaram minar sua capacidade militar, enquanto transferiam os estoques existentes de armas e munições de suas muitas bases ao redor do mundo para lançar outra rodada de hostilidades.

"É possível que os Estados Unidos repitam esse processo outra vez se o Irã for capaz de resistir por mais tempo do que os estoques dos EUA permitam para um ataque efetivo", acrescentou.

Dessa forma, o especialista apontou que os contribuintes estadunidenses vão pagar por todos os custos com a guerra. Os cidadãos dos EUA pagam por todas as guerras de agressão dos Estados Unidos no exterior, não apenas em termos de impostos desviados para gastos militares elevados.
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Ao mesmo tempo, ele concluiu que os contribuintes norte-americanos arcam com o custo do dinheiro que deixa de estar disponível no país para atender aos interesses reais do povo estadunidense, como infraestrutura, saúde e educação.
Anteriormente, a Bloomberg informou que os estoques de munições dos EUA e de Israel podem esgotar-se em poucos dias se o Irã continuar a atacar com a mesma intensidade.
Segundo observa a agência, a capacidade dos EUA, de Israel e dos Estados do golfo Pérsico para resistir aos ataques retaliatórios do Irã dependerá do número de interceptadores de mísseis que eles têm. Nota-se que os estoques, provavelmente, são muito baixos após o intenso confronto com o Irã no ano passado.
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