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Investigações comerciais de Trump ampliam ofensiva tarifária dos EUA contra parceiros, diz mídia

© AP Photo / Mark SchiefelbeinO secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, leva uma placa durante o discurso de Donald Trump quando ele anunciava as novas tarifas na Casa Branca, 2 de abril.
O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, leva uma placa durante o discurso de Donald Trump quando ele anunciava as novas tarifas na Casa Branca, 2 de abril. - Sputnik Brasil, 1920, 12.03.2026
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Os EUA abriram novas investigações comerciais contra parceiros como UE, Japão e Coreia do Sul para tentar reconstruir sua barreira tarifária após a Suprema Corte derrubar tarifas anteriores, enquanto o governo Trump busca justificar novas elevações antes que a tarifa provisória de 10% expire em 150 dias.
Os Estados Unidos abriram novas investigações comerciais contra vários parceiros — entre eles União Europeia (UE), Japão e Coreia do Sul — em um movimento que acompanha o esforço do presidente Donald Trump para reconstruir sua barreira tarifária após a Suprema Corte ter invalidado parte das tarifas impostas anteriormente.

O foco das novas apurações, segundo o Financial Times, é o que Washington classifica como "excesso de capacidade e produção" em setores industriais de diversos países.

A iniciativa surge em um momento em que o governo tenta restabelecer tarifas mais altas antes que expire, em 150 dias, a tarifa provisória de 10% aplicada após a decisão da Suprema Corte. Muitos dos países agora visados têm acordos comerciais com os EUA que fixam tarifas superiores a esse patamar, o que abre espaço para que Washington tente restabelecer níveis mais elevados por meio de novas justificativas legais.
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o objetivo é concluir as investigações antes do fim da tarifa provisória. Ele declarou que a política comercial do governo continua centrada na proteção de empregos norte-americanos e na busca pelo que classificou como "comércio justo", ainda que as ferramentas utilizadas possam mudar. Greer também disse que os parceiros comerciais demonstraram interesse em manter os acordos firmados recentemente.
Bandeiras do Reino Unido e da China (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 28.02.2026
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A decisão da UE de adiar a ratificação de seu acordo comercial com Washington, após a decisão da Suprema Corte, adicionou tensão ao cenário. O bloco havia concordado em reduzir tarifas sobre produtos industriais e agrícolas americanos a zero, em troca de uma tarifa ampla de 15% imposta pelos EUA — taxa que agora foi substituída por uma tarifa de 10%, aplicada adicionalmente às tarifas já existentes.
As relações transatlânticas já vinham fragilizadas desde o início do ano, quando Trump ameaçou impor tarifas a países europeus caso não apoiassem sua intenção de adquirir a Groenlândia. Questionado sobre o risco de as novas investigações agravarem o clima, Greer criticou a UE, afirmando que o bloco não cumpriu compromissos assumidos no chamado Acordo de Turnberry, enquanto os EUA teriam ajustado suas tarifas rapidamente conforme o combinado.

Greer anunciou ainda que uma segunda investigação, desta vez sobre práticas de trabalho forçado, será lançada na próxima semana e abrangerá mais de 60 países, com outras apurações futuras previstas sobre serviços digitais e preços de medicamentos.

As investigações ocorrem às vésperas de novas negociações comerciais entre autoridades norte-americanas e chinesas, que antecedem um encontro entre Trump e o presidente Xi Jinping em abril.

Além da UE, a lista de países alvo das investigações inclui China, Singapura, Suíça, Noruega, Indonésia, Malásia, Camboja, Tailândia, Coreia do Sul, Vietnã, Taiwan, Bangladesh, México, Japão e Índia.

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