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Lula relembra diplomacia nuclear com Irã e pede reforma do Conselho de Segurança da ONU
Lula relembra diplomacia nuclear com Irã e pede reforma do Conselho de Segurança da ONU
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O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou nesta quinta-feira (19) a mediação nuclear conduzida por seu governo em 2010 com o Irã para... 19.03.2026, Sputnik Brasil
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Lula também pediu uma reunião de emergência dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) em meio à escalada do conflito na região.Em evento realizado em São Paulo (SP), Lula mencionou a Declaração de Teerã, de maio de 2010, pela qual os iranianos concordaram em enviar urânio de baixo enriquecimento à Turquia em troca de combustível enriquecido destinado a um reator de pesquisa, em acordo mediado conjuntamente por Brasília e Ancara.Na época, pouco depois de Lula proclamar o acordo um triunfo diplomático, a então secretária de Estado Hillary Clinton informou que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU haviam chegado a um entendimento para apertar ainda mais as sanções contra o Irã — exatamente o que o acordo Brasil-Turquia pretendia evitar.Lula também comentou que o então presidente norte-americano Barack Obama lhe mandou uma carta endossando termos do acordo antes de sua assinatura. "O Obama mandou as cartas para mim dizendo que se o senhor [Mahmoud] Ahmadinejad fizesse aquilo que estava na carta, os Estados Unidos concordariam.""Os americanos e os europeus fizeram, três anos atrás, um acordo pior do que aquele que nós fizemos. E, agora, nós somos surpreendidos com os Estados Unidos, bombardeando o Irã", completou.Crise do petróleoEm meio à nova escalada militar no Oriente Médio, Lula enquadrou os eventos atuais pela mesma lente. "A gente não pode ter alguém achando que é dono do mundo e levanta de manhã: 'Eu vou tomar a Groenlândia, eu vou tomar o Canadá'."O presidente revelou ainda ter mantido conversas telefônicas nos últimos dias com os presidentes da China, Xi Jinping, da Rússia, Vladimir Putin, e da França, Emmanuel Macron, entre outros líderes com assento no Conselho de Segurança, instando-os a convocar sessão formal para enfrentar a proliferação de conflitos armados.Além disso, ele disse estar redigindo um artigo a ser publicado em jornais de cada país representado no Conselho. "O Conselho de Segurança tem que se preocupar e evitar a guerra", afirmou, apontando que o mandato fundador do órgão — confiado às cinco nações vencedoras da Segunda Guerra Mundial — não foi cumprido em uma série de conflitos recentes.Lula comentou que o barril de petróleo de alta qualidade saltou de cerca de US$ 70 (R$ 364) para aproximadamente US$ 110 (R$ 573), pressionando os preços dos combustíveis no mercado doméstico brasileiro. Além disso, afirmou que o governo federal acionou a Polícia Federal, a Receita Federal e unidades de Procon estaduais para investigar o que classificou como especulação abusiva por parte de distribuidoras. "Significa que nesse país tem bandido que quer ganhar dinheiro até com o enterro da mãe, até com a fome dos pobres, até com a miséria dos outros."Lula também disse ter esperado um corte de pelo menos 1 ponto percentual (p. p.) nos juros básicos e recebeu apenas 0,25 p. p. "Eu esperava que o nosso Banco Central abaixasse o juro pelo menos 100%. E abaixou só 0,25 dizendo que é por causa da guerra."
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Lula relembra diplomacia nuclear com Irã e pede reforma do Conselho de Segurança da ONU
16:18 19.03.2026 (atualizado: 16:40 19.03.2026) O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou nesta quinta-feira (19) a mediação nuclear conduzida por seu governo em 2010 com o Irã para criticar o que descreveu como décadas de intransigência ocidental no Oriente Médio. O ataque dos Estados Unidos e de Israel ao país persa ocorreu em meio às negociações sobre o programa iraniano.
Lula também pediu uma reunião de emergência dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da
Organização das Nações Unidas (ONU) em meio à escalada do conflito na região.
Em evento realizado em São Paulo (SP), Lula mencionou a Declaração de Teerã, de maio de 2010, pela qual os iranianos concordaram em enviar
urânio de baixo enriquecimento à Turquia em troca de combustível enriquecido destinado a um reator de pesquisa,
em acordo mediado conjuntamente por Brasília e Ancara.
"Os Estados Unidos e a União Europeia, em vez de aceitar o nosso acordo, aumentaram o bloqueio ao Irã", afirmou Lula.
Na época, pouco depois de Lula proclamar o acordo um triunfo diplomático, a então secretária de Estado Hillary Clinton informou que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU haviam chegado a um entendimento para apertar ainda mais as sanções contra o Irã — exatamente o que o acordo Brasil-Turquia pretendia evitar.
Lula também comentou que o então
presidente norte-americano Barack Obama lhe mandou uma carta endossando
termos do acordo antes de sua assinatura. "O Obama mandou as cartas para mim dizendo que se o senhor [Mahmoud] Ahmadinejad fizesse aquilo que estava na carta, os Estados Unidos concordariam."
"Eu só entendi que isso aconteceu porque o Brasil não faz parte da elite dos países do Conselho de Segurança da ONU."
"Os americanos e os europeus fizeram, três anos atrás, um acordo pior do que aquele que nós fizemos. E, agora, nós somos surpreendidos com os Estados Unidos, bombardeando o Irã", completou.
Em meio à nova escalada militar no Oriente Médio, Lula enquadrou os eventos atuais pela mesma lente. "A gente não pode ter alguém achando que é dono do mundo e levanta de manhã: 'Eu vou tomar a Groenlândia, eu vou tomar o Canadá'."
"Eu nunca pedi para ninguém concordar com o regime do Irã. Eu mesmo não concordo. Mas a gente tem que aprender a respeitar a autodeterminação dos povos", afirmou.
O presidente revelou ainda ter
mantido conversas telefônicas nos últimos dias com os presidentes da China, Xi Jinping, da Rússia, Vladimir Putin, e da França, Emmanuel Macron, entre outros líderes com assento no Conselho de Segurança, instando-os a convocar sessão formal para
enfrentar a proliferação de conflitos armados.
Além disso, ele disse estar redigindo um artigo a ser publicado em jornais de cada país representado no Conselho. "O Conselho de Segurança tem que se preocupar e evitar a guerra", afirmou, apontando que o mandato fundador do órgão — confiado às cinco nações vencedoras da Segunda Guerra Mundial — não foi cumprido em uma série de conflitos recentes.
Lula comentou que o barril de petróleo de alta qualidade saltou de cerca de US$ 70 (R$ 364) para aproximadamente US$ 110 (R$ 573), pressionando os
preços dos combustíveis no mercado doméstico brasileiro. Além disso, afirmou que o governo federal acionou a Polícia Federal, a Receita Federal e unidades de Procon estaduais para investigar o que classificou como
especulação abusiva por parte de distribuidoras. "Significa que nesse país tem bandido que quer ganhar dinheiro até com o enterro da mãe, até com a fome dos pobres, até com a miséria dos outros."
"O mundo precisa de paz, e não de guerra. O mundo precisa de educação, e não de guerra. O mundo precisa de comida, e não de guerra."
Lula também disse ter esperado um corte de pelo menos 1 ponto percentual (p. p.) nos juros básicos e recebeu apenas 0,25 p. p. "Eu esperava que o nosso Banco Central abaixasse o juro pelo menos 100%. E abaixou só 0,25 dizendo que é por causa da guerra."
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