Descoberta de altar tolteca com restos humanos revela novos rituais civilizatórios no México (IMAGENS)
10:24 26.03.2026 (atualizado: 11:25 26.03.2026)

© Foto / INAH/Gerardo Peña
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Arqueólogos descobriram um altar tolteca cercado por restos humanos e oferendas perto da antiga cidade de Tula, no México, revelando novos indícios sobre rituais e a organização urbana da civilização durante obras do trem Cidade do México–Querétaro.
Uma equipe de arqueólogos identificou, nos arredores da antiga cidade de Tula, um altar cerimonial tolteca cercado por restos humanos e oferendas, revelando novos detalhes dos rituais e a organização urbana dessa civilização. O achado ocorreu durante escavações preventivas ligadas ao projeto ferroviário Cidade do México–Querétaro, reforçando como obras de infraestrutura podem impulsionar descobertas essenciais para a preservação do patrimônio.
O altar, datado da fase Tollana (900–1150 d.C.), foi encontrado a cerca de 300 metros da zona arqueológica principal, próximo a Tula Chico. Sua localização sugere que áreas residenciais ou cerimoniais de elite se estendiam além do que se conhecia, oferecendo pistas sobre a expansão e o planejamento urbano da antiga capital tolteca.

Um arqueólogo trabalha no sítio onde foram encontrados materiais cerâmicos, líticos e malacológicos dispersos, que serão encaminhados a laboratórios para análises detalhadas.

Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) descobre um altar e oferendas nos arredores da Zona Arqueológica de Tula, em Hidalgo.

Um crânio humano foi encontrado próximo ao nível inferior da estrutura.
Um arqueólogo trabalha no sítio onde foram encontrados materiais cerâmicos, líticos e malacológicos dispersos, que serão encaminhados a laboratórios para análises detalhadas.
Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) descobre um altar e oferendas nos arredores da Zona Arqueológica de Tula, em Hidalgo.
Um crânio humano foi encontrado próximo ao nível inferior da estrutura.
A estrutura mede aproximadamente um metro de cada lado e foi construída com blocos de andesito, basalto e pedras de rio. Com pelo menos três níveis e sem escadas, o altar parece ter sido destinado a funções rituais específicas, reforçando seu caráter cerimonial.
Ao redor do altar, os arqueólogos localizaram quatro crânios e vários ossos longos, possivelmente fêmures, dispostos como oferendas. Um dos crânios ainda estava conectado à coluna vertebral, indício importante para compreender práticas de sacrifício, possivelmente envolvendo decapitação com lâminas de obsidiana ou sílex.
Além dos restos humanos, foram recuperados vasos cerâmicos — incluindo uma tigela preta contendo outro recipiente —, fragmentos de obsidiana, lâminas, ferramentas de osso, artefatos de concha, fusos e furadores. Esses materiais revelam tanto atividades rituais quanto aspectos da vida cotidiana no local.
Escavações adicionais identificaram vestígios de paredes e pisos compactados, sugerindo que o altar ficava no centro de um pátio pertencente a um complexo residencial ou cerimonial de elite. Pesquisadores destacam que essa área de Tula era historicamente associada às classes mais altas, reforçando a ideia de uma cidade socialmente estratificada.
Todo o material está sendo documentado e analisado, enquanto técnicas de mapeamento digital ajudam a registrar o sítio antes de novas intervenções. Para as autoridades mexicanas, a descoberta aprofunda o conhecimento sobre a história tolteca e reafirma o compromisso com a proteção do patrimônio cultural, mostrando como cada achado contribui para reconstruir a memória mesoamericana.



