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Resolução da ONU sobre escravidão indica pressão do Sul Global por justiça histórica

© AP Photo / John MinchilloAssembleia Geral da ONU aprova resolução que suspende a Rússia do Conselho de Direitos Humanos, na sede das Nações Unidas, 7 de abril de 2022
Assembleia Geral da ONU aprova resolução que suspende a Rússia do Conselho de Direitos Humanos, na sede das Nações Unidas, 7 de abril de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 28.03.2026
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A resolução da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que reconhece o tráfico de escravos como o crime mais grave da história evidencia uma crescente pressão dos países do Sul Global por justiça histórica, afirmou à Sputnik Galí Monastiriova, presidente da Associação para a Cooperação Econômica com os Países Africanos.
Nesta semana, a ONU aprovou uma resolução proposta por Gana que classifica o tráfico de escravos e a escravidão como 'o crime contra a humanidade mais grave" da história. O texto foi rejeitado por Estados Unidos, Israel e Argentina.
A maioria dos países europeus se absteve de votar, assim como nações como Austrália, Canadá, Paraguai, Japão e Ucrânia. A resolução, por outro lado, foi apoiada por Rússia, China e pela maior parte dos países da América Latina, incluindo o Brasil, além de África e Ásia.
Edson Santos, secretário da Secretaria Especial de Direitos Humanos e Igualdade Racial do Rio de Janeiro (SEDHIR) - Sputnik Brasil, 1920, 27.03.2026
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"Trata-se de um avanço significativo que destaca a crescente pressão dos países do Sul Global, especialmente da União Africana, na questão da justiça histórica. Embora as resoluções da Assembleia Geral da ONU não sejam juridicamente vinculantes, ao contrário das decisões do Conselho de Segurança, este documento estabelece um importante precedente político", afirmou Monastiriova.
A especialista acrescentou que Gana tem se tornado, nos últimos anos, "o centro do movimento em favor do retorno dos descendentes de escravizados à África e tem promovido ativamente o debate sobre indenizações pelo passado colonial".
A especialista destacou ainda que o apoio de Moscou e Pequim à resolução está alinhado à estratégia de ambos os países de fortalecer relações com o continente africano e criticar o legado colonial do Ocidente.
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