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Mídia: crise em Ormuz leva países do golfo a retomarem planos de novos oleodutos

© AP Photo / Tannen MauryArquivo: oleodutos serpenteiam pela área portuária das instalações da Aramco em Ras Tannura, Arábia Saudita, 25 de setembro de 1990
Arquivo: oleodutos serpenteiam pela área portuária das instalações da Aramco em Ras Tannura, Arábia Saudita, 25 de setembro de 1990 - Sputnik Brasil, 1920, 02.04.2026
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A crescente ameaça de controle iraniano sobre o estreito de Ormuz, graças aos ataques de EUA e Israel, levou países do golfo a reavaliarem projetos para contornar a rota estratégica. O conflito atual reforçou a urgência de novas alternativas terrestres para garantir a continuidade das exportações de petróleo e gás.
A crescente ameaça de controle iraniano sobre o estreito de Ormuz levou países do golfo a reavaliarem projetos caros e complexos de oleodutos que contornem o ponto de estrangulamento.

Segundo o Financial Times, autoridades e executivos do setor afirmam que novas rotas terrestres podem ser a única forma de reduzir a vulnerabilidade da região a interrupções no estreito.

O conflito atual reforçou a importância estratégica do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, construído nos anos 1980 e capaz de transportar 7 milhões de barris por dia até o mar Vermelho, evitando completamente Ormuz. Para especialistas consultados pela mídia britânica, o projeto se mostra hoje uma decisão visionária, e a Aramco avalia ampliar sua capacidade ou criar mais rotas.
Planos anteriores de oleodutos regionais foram travados por custos elevados e desafios políticos, mas analistas afirmam que o clima mudou.

A percepção agora é de que a região precisa de soluções estruturais, possivelmente uma rede integrada de corredores energéticos, embora essa seja a opção mais difícil de implementar.

Novos oleodutos também poderiam integrar rotas comerciais mais amplas, como o corredor IMEC, que ligaria Índia, Golfo e Europa. Segundo a apuração, mesmo projetos sensíveis, como ligações ao Mediterrâneo via Israel ou Egito, são vistos como inevitáveis por executivos do setor, que defendem maior conectividade terrestre para reduzir gargalos estratégicos.
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Empresas de engenharia relatam que o interesse por novos projetos já existia antes da guerra, mas os obstáculos continuam enormes. Replicar o oleoduto Leste-Oeste custaria ao menos US$ 5 bilhões (aproximadamente R$ 25,79 bilhões), enquanto rotas mais longas, passando por vários países, poderiam chegar a US$ 20 bilhões (cerca de R$ 103,17 bilhões), além de enfrentarem riscos de segurança significativos.
A instabilidade regional agrava esses desafios: rotas pelo Iraque esbarram em áreas com explosivos não detonados e presença de militantes, enquanto caminhos rumo a Omã enfrentam terrenos difíceis e vulnerabilidade a ataques, como os recentes drones que fecharam temporariamente o porto de Salalah.
Diante disso, as opções mais viáveis no curto prazo são expandir o oleoduto Leste-Oeste e aumentar a capacidade da rota Abu Dhabi–Fujairah, evitando a necessidade de infraestrutura transfronteiriça. A Arábia Saudita também pode ampliar terminais no mar Vermelho, incluindo o porto profundo ligado ao projeto Neom.
Enquanto isso, países do golfo aguardam maior clareza sobre o futuro do estreito de Ormuz, enquanto o Reino Unido lidera negociações para formar uma coalizão internacional que reabra a hidrovia.

Ainda de acordo com a mídia, analistas afirmam que, apesar da cautela, a crise atual já consolidou a percepção de que o status quo energético não voltará ao que era antes.

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