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Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF
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O Senado rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Com 42... 29.04.2026, Sputnik Brasil
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Messias precisava de 41 votos a favor dentre os 81 senadores para ser elegível ao assento deixado por Luís Roberto Barroso no ano passado. Com a rejeição no Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisará enviar mais um nome à Casa.Lula sinalizou ainda em 2025 que indicaria Messias ao STF. A demora para a oficialização de Messias, que aconteceu somente em abril, escancarou um contexto de instabilidade entre o Planalto e o Senado, responsável por sabatinar o candidato.Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Casa alta, apresentava resistência ao nome escolhido por Lula e tinha preferência pelo também senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Pacheco também era o nome preferido por parte de ministros do STF.Esta foi a 11ª indicação de Lula ao STF ao longo dos três mandatos. Dos nomeados pelo petista, estão ativos na Corte ainda: Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino, os três na Primeira Turma; e Dias Toffoli, na Segunda.Com 45 anos de idade, Messias integraria a corte até 2055, quando atingiria a idade de aposentadoria compulsória de 75 anos.Após o resultado, Messias afirmou que o Senado é soberano. "O plenário do Senado é soberano. O plenário falou", disse Messias a jornalistas. "Faz parte do processo democrático saber ganhar e saber perder".'Lula perdeu completamente a governabilidade'Logo após o resultado, o senador Flávio Bolsonaro disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia perdido completamente a governabilidade.PT nega criseO senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) negou que exista uma crise entre o governo e o Senado e também disse que Lula não buscará culpados.Messias chegou a ser aprovado na CCJMais cedo, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado havia aprovado o nome de Messias por 16 votos favoráveis e 11 contrários.Durante a sabatina, Messias adotou um tom conciliador e fez acenos aos parlamentares. Segundo ele, o Senado lhe trouxe "epifanias" sobre o significado de democracia e república, descrevendo a Casa como um espaço "nobre" para a resolução de conflitos. "Posições antagônicas são uma oportunidade para a construção do consenso", afirmou, ao destacar também o "protagonismo do Poder Legislativo".O indicado defendeu o papel do STF como guardião" da Constituição e ressaltou que "o STF integra o amadurecimento cívico do Brasil". Ainda assim, ponderou que "evidentemente precisamos falar de seu aperfeiçoamento" e que a Corte deve se manter aberta a mudanças.Rejeições na históriaAlém da rejeição de Messias, o Senado Federal já vetou cinco nomeados para ocupar a cadeira de ministro do Supremo ao longo da história do Brasil. Todas ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto (1891–1894), poucos anos após o fim do Império.Em um dos casos, a reprovação ocorreu quando o médico Cândido Barata Ribeiro já atuava como ministro do STF havia dez meses — isso por conta de a votação ter ocorrido depois. Barata Ribeiro foi obrigado a deixar o casarão na rua do Passeio, no Rio de Janeiro, que abrigava o Supremo à época.
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jorge messias, senado, supremo tribunal federal (stf), luiz inácio lula da silva, rodrigo pacheco, davi alcolumbre, senado federal, ministro, indicação, nomeação, rejeição
Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF
19:16 29.04.2026 (atualizado: 22:13 29.04.2026) O Senado rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Com 42 votos contra e 34 a favor, Mesias é o primeiro indicado a ser negado ao cargo de ministro do STF desde 1894.
Messias precisava de 41 votos a favor dentre os 81 senadores para ser elegível ao assento deixado por Luís Roberto Barroso no ano passado. Com a rejeição no Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisará enviar mais um nome à Casa.
Lula sinalizou ainda em 2025 que indicaria Messias ao STF. A demora para a
oficialização de Messias, que aconteceu somente em abril, escancarou um
contexto de instabilidade entre o Planalto e o Senado, responsável por sabatinar o candidato.
Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Casa alta,
apresentava resistência ao nome escolhido por Lula e tinha preferência pelo também
senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Pacheco também era o nome preferido por parte de ministros do STF.
Esta foi a 11ª indicação de Lula ao STF ao longo dos três mandatos. Dos nomeados pelo petista, estão ativos na Corte ainda: Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino, os três na Primeira Turma; e Dias Toffoli, na Segunda.
Com 45 anos de idade, Messias integraria a corte até 2055, quando atingiria a idade de aposentadoria compulsória de 75 anos.
Após o resultado, Messias afirmou que o Senado é soberano.
"O plenário do Senado é soberano. O plenário falou", disse Messias a jornalistas. "Faz parte do processo democrático saber ganhar e saber perder".
'Lula perdeu completamente a governabilidade'
Logo após o resultado, o senador Flávio Bolsonaro disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia perdido completamente a governabilidade.
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) negou que exista uma crise entre o governo e o Senado e também disse que Lula não buscará culpados.
"Não vamos transformar isso numa caça às bruxas", disse a jornalistas. "Não existe crise enorme."
Messias chegou a ser aprovado na CCJ
Mais cedo, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado havia aprovado o nome de Messias por 16 votos favoráveis e 11 contrários.
Durante a sabatina, Messias adotou um tom conciliador e fez acenos aos parlamentares. Segundo ele, o Senado lhe trouxe "epifanias" sobre o significado de democracia e república, descrevendo a Casa como um espaço "nobre" para a resolução de conflitos. "Posições antagônicas são uma oportunidade para a construção do consenso", afirmou, ao destacar também o "protagonismo do Poder Legislativo".
O indicado defendeu o papel do STF como
guardião" da Constituição e ressaltou que "o STF integra o amadurecimento cívico do Brasil". Ainda assim, ponderou que "evidentemente precisamos falar de seu aperfeiçoamento" e que a Corte deve se manter aberta a mudanças.
Além da rejeição de Messias, o Senado Federal já vetou cinco nomeados para ocupar a cadeira de ministro do Supremo ao longo da história do Brasil. Todas ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto (1891–1894), poucos anos após o fim do Império.
Em um dos casos, a reprovação ocorreu quando o médico Cândido Barata Ribeiro já atuava como ministro do STF havia dez meses — isso por conta de a votação ter ocorrido depois. Barata Ribeiro foi obrigado a deixar o casarão na rua do Passeio, no Rio de Janeiro, que abrigava o Supremo à época.
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