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Exportações brasileiras para os EUA caem 11,3% e para a China crescem 32,5%

© Foto / Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e ServiçosNavio de carga em porto brasileiro (foto de arquivo)
Navio de carga em porto brasileiro (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 07.05.2026
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As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 11,3% em abril, na comparação com o mesmo mês de 2025, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (7) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
As vendas para os EUA caíram para US$ 3,121 bilhões (R$ 15,3 bilhões) em abril, na comparação com US$ 3,517 bilhões (R$ 17,3 bilhões) de abril de 2025.
Já as importações de produtos estadunidenses caíram 18,1%, passando de US$ 3,780 bilhões (R$ 18,3 bilhões) para US$ 3,097 bilhões (R$ 14,8 bilhões).
Com isso, a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos fechou abril com superávit de US$ 20 milhões (R$ 98,9 milhões) para o Brasil.
A queda nas exportações brasileiras para o mercado dos EUA é a nona consecutiva, desde a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, em meados de 2025.
Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido por Trump na Casa Branca. A reunião teve cerca de três horas de duração e incluiu um almoço. A prioridade do governo brasileiro na conversa foi o fim das tarifas.
Apesar da retirada de parte dos produtos brasileiros da lista tarifária, no fim do ano passado, o MDIC estima que 22% das exportações brasileiras continuem sujeitas às taxas impostas em julho de 2025. O grupo inclui itens submetidos apenas à tarifa adicional de 40% e também produtos que acumulam a alíquota extra com a taxa-base de 10%.
Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se cumprimentam para foto após encontro na Casa Branca com duração de quase três horas, em 7 de maio de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 07.05.2026
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Exportações para a China aumentam

O levantamento aponta ainda que, no mesmo período, as vendas para a China cresceram 32,5%, passando de US$ 8,763 bilhões (R$ 43 bilhões), em abril de 2025, para US$ 11,61 bilhões (R$ 57,3 bilhões).
As importações do país asiático também avançaram, com alta de 20,7%, passando de US$ 5,018 bilhões (R$ 24,7 bilhões) para US$ 6,054 bilhões (R$ 29,6 bilhões). O resultado garantiu ao Brasil um superávit comercial de US$ 5,56 bilhões (R$ 27,5 bilhões) com a China no quarto mês do ano.
De janeiro a abril, as exportações brasileiras para o mercado chinês cresceram 25,4%, totalizando US$ 35,61 bilhões (R$ 176 bilhões). Já as importações tiveram queda de 0,4%, somando US$ 23,96 bilhões (R$ 118 bilhões). O superávit brasileiro com a China no período chegou a US$ 11,65 bilhões (R$ 57,3 bilhões).
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