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Lula critica paralisia da ONU e defende nova governança democrática em fórum internacional (VÍDEOS)
Lula critica paralisia da ONU e defende nova governança democrática em fórum internacional (VÍDEOS)
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Lula participa neste sábado (18) da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, em Barcelona, encontro que reúne líderes de várias regiões para... 18.04.2026, Sputnik Brasil
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O fórum, criado em 2024 por iniciativa de dirigentes progressistas como o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o espanhol Pedro Sánchez, busca ampliar a articulação internacional em defesa da democracia diante do avanço de movimentos que consideram autoritários.Durante a reunião, Lula criticou novamente a inação da ONU diante das crises internacionais.A edição deste ano ocorre em um contexto de tensões internacionais, marcado por conflitos armados, especialmente no Oriente Médio, e por disputas políticas envolvendo grandes potências. O ambiente reforça a necessidade de cooperação entre governos comprometidos com a estabilidade democrática.Além disso, o presidente fez alusão à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, condenados por atentado contra a democracia. De acordo com ele, apesar das prisões e da inelegibilidade de Bolsonaro, o extremisto no Brasil "continua vivo e vai disputar as eleições outra vez".O presidente brasileiro criticou diversos conflitos ao redor do mundo, dizendo que "decisões unilaterais, que não respeitam os fóruns" dos quais os envolvidos participam não mudam a realidade da democracia. Para Lula, a ONU não pode ficar silenciosa ao ver o que está acontecendo no mundo.Ainda de acordo com o presidente, os desafios da democracia têm sido ampliados pela ausência de regulação das redes sociais, que transmitem discursos classificados por ele como "mentirosos" e que, muitas vezes, não conseguem ser combatidos a tempo para que a verdade prevaleça.Lula chamou a atenção para outros organismos multilaterais como o G20, a UNASUL e a CELAC, que sempre funcionaram, mas a falta de institucionalidade, muitas vezes, leva em consideração as lideranças, não seus Estados, daí a importância de se fortalecer a ONU e o multilateralismo.Na véspera do fórum, Lula participou da 1ª Cúpula Brasil-Espanha, dedicada a reforçar a parceria bilateral. O encontro começou com uma reunião restrita entre os chefes de governo, seguida de uma plenária com ministros dos dois países, onde foram discutidas áreas estratégicas de cooperação.
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Lula critica paralisia da ONU e defende nova governança democrática em fórum internacional (VÍDEOS)
09:04 18.04.2026 (atualizado: 10:23 18.04.2026) Lula participa neste sábado (18) da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, em Barcelona, encontro que reúne líderes de várias regiões para discutir o fortalecimento das instituições democráticas e os desafios globais à governança.
O fórum, criado em 2024 por iniciativa de
dirigentes progressistas como o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o espanhol Pedro Sánchez, busca
ampliar a articulação internacional em defesa da democracia diante do avanço de movimentos que consideram autoritários.
Durante a reunião, Lula
criticou novamente a inação da ONU diante das
crises internacionais.
"Veja, a ONU que teve força para criar o Estado de Israel não tem força, sequer, para manter o Estado palestino. Aliás, ela não tem força para manter as terras demarcadas, que foram demarcadas na própria ONU. Então a democracia que nós precisamos discutir aqui, entre chefes de Estado, é se o mundo vai continuar do jeito que está ou se nós vamos tentar mudar esse mundo", declarou.
A edição deste ano ocorre em um contexto de
tensões internacionais, marcado por conflitos armados, especialmente no Oriente Médio, e por disputas políticas envolvendo
grandes potências. O ambiente
reforça a necessidade de cooperação entre governos comprometidos com a estabilidade democrática.
"Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países. Nenhum", disse Lula ao criticar os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
Além disso, o presidente fez alusão à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, condenados por atentado contra a democracia. De acordo com ele, apesar das prisões e da inelegibilidade de Bolsonaro, o extremisto no Brasil "continua vivo e vai disputar as eleições outra vez".
O presidente brasileiro criticou diversos
conflitos ao redor do mundo, dizendo que "
decisões unilaterais, que não respeitam os fóruns" dos quais os envolvidos participam não mudam a realidade da democracia. Para Lula, a ONU não pode ficar silenciosa ao ver o que está acontecendo no mundo.
"Trump invadiu o Irã e aumenta o feijão no Brasil, aumenta o milho no México, aumenta a gasolina em outro país. Ou seja, é o pobre que vai pagar a irresponsabilidade de guerras que ninguém quer?", questionou Lula ao afirmar que o mundo não precisa de guerras enquanto ainda tiver pessoas passando fome.
Ainda de acordo com o presidente, os
desafios da democracia têm sido
ampliados pela ausência de regulação das redes sociais, que transmitem discursos classificados por ele como "mentirosos" e que, muitas vezes, não conseguem ser combatidos a tempo para que a verdade prevaleça.
Lula chamou a atenção para
outros organismos multilaterais como o G20, a UNASUL e a CELAC, que sempre funcionaram, mas a falta de institucionalidade, muitas vezes, leva em consideração as lideranças, não seus Estados, daí a importância de se
fortalecer a ONU e o multilateralismo.
"Estou preocupado com Cuba, muito preocupado com Cuba. Cuba tem problemas, mas é um problema dos cubanos, não é um problema do Lula, da Cláudia [Sheinbaum] e do [Donald] Trump, é um problema do povo cubano. Parem com esse maldito bloqueio a Cuba e deixem os cubanos viverem a vida deles. Não é possível que a gente fique quieto diante disso", afirmou.
Na véspera do fórum, Lula participou da 1ª Cúpula Brasil-Espanha, dedicada a
reforçar a parceria bilateral. O encontro
começou com uma reunião restrita entre os chefes de governo, seguida de uma plenária com ministros dos dois países, onde foram discutidas áreas estratégicas de cooperação.
Durante a cúpula, Lula e Sánchez assinaram atos em temas como igualdade de gênero, combate à violência contra as mulheres e economia social, ampliando o escopo da colaboração institucional.
Ambos também fizeram declarações públicas e responderam a perguntas de jornalistas.
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