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Lula critica paralisia da ONU e defende nova governança democrática em fórum internacional (VÍDEOS)

© Foto / Ricardo Stuckert / Presidência da RepúblicaO presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante declaração conjunta à imprensa no Palácio Real de Pedralbes, Espanha, 17 de abril de 2026
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante declaração conjunta à imprensa no Palácio Real de Pedralbes, Espanha, 17 de abril de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 18.04.2026
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Lula participa neste sábado (18) da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, em Barcelona, encontro que reúne líderes de várias regiões para discutir o fortalecimento das instituições democráticas e os desafios globais à governança.
O fórum, criado em 2024 por iniciativa de dirigentes progressistas como o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o espanhol Pedro Sánchez, busca ampliar a articulação internacional em defesa da democracia diante do avanço de movimentos que consideram autoritários.
Durante a reunião, Lula criticou novamente a inação da ONU diante das crises internacionais.

"Veja, a ONU que teve força para criar o Estado de Israel não tem força, sequer, para manter o Estado palestino. Aliás, ela não tem força para manter as terras demarcadas, que foram demarcadas na própria ONU. Então a democracia que nós precisamos discutir aqui, entre chefes de Estado, é se o mundo vai continuar do jeito que está ou se nós vamos tentar mudar esse mundo", declarou.

Presidente Luiz Inácio da Lula da Silva e presidente da Espanha, Pedro Sánchez, durante encontro bilateral. Brasília, 6 de março de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 17.04.2026
Panorama internacional
'Nações que criaram a ONU não respeitam a organização', declara Lula (VÍDEOS)
A edição deste ano ocorre em um contexto de tensões internacionais, marcado por conflitos armados, especialmente no Oriente Médio, e por disputas políticas envolvendo grandes potências. O ambiente reforça a necessidade de cooperação entre governos comprometidos com a estabilidade democrática.

"Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países. Nenhum", disse Lula ao criticar os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

Além disso, o presidente fez alusão à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, condenados por atentado contra a democracia. De acordo com ele, apesar das prisões e da inelegibilidade de Bolsonaro, o extremisto no Brasil "continua vivo e vai disputar as eleições outra vez".
O presidente brasileiro criticou diversos conflitos ao redor do mundo, dizendo que "decisões unilaterais, que não respeitam os fóruns" dos quais os envolvidos participam não mudam a realidade da democracia. Para Lula, a ONU não pode ficar silenciosa ao ver o que está acontecendo no mundo.

"Trump invadiu o Irã e aumenta o feijão no Brasil, aumenta o milho no México, aumenta a gasolina em outro país. Ou seja, é o pobre que vai pagar a irresponsabilidade de guerras que ninguém quer?", questionou Lula ao afirmar que o mundo não precisa de guerras enquanto ainda tiver pessoas passando fome.

Ainda de acordo com o presidente, os desafios da democracia têm sido ampliados pela ausência de regulação das redes sociais, que transmitem discursos classificados por ele como "mentirosos" e que, muitas vezes, não conseguem ser combatidos a tempo para que a verdade prevaleça.
Lula chamou a atenção para outros organismos multilaterais como o G20, a UNASUL e a CELAC, que sempre funcionaram, mas a falta de institucionalidade, muitas vezes, leva em consideração as lideranças, não seus Estados, daí a importância de se fortalecer a ONU e o multilateralismo.

"Estou preocupado com Cuba, muito preocupado com Cuba. Cuba tem problemas, mas é um problema dos cubanos, não é um problema do Lula, da Cláudia [Sheinbaum] e do [Donald] Trump, é um problema do povo cubano. Parem com esse maldito bloqueio a Cuba e deixem os cubanos viverem a vida deles. Não é possível que a gente fique quieto diante disso", afirmou.

Na véspera do fórum, Lula participou da 1ª Cúpula Brasil-Espanha, dedicada a reforçar a parceria bilateral. O encontro começou com uma reunião restrita entre os chefes de governo, seguida de uma plenária com ministros dos dois países, onde foram discutidas áreas estratégicas de cooperação.

Durante a cúpula, Lula e Sánchez assinaram atos em temas como igualdade de gênero, combate à violência contra as mulheres e economia social, ampliando o escopo da colaboração institucional.

Ambos também fizeram declarações públicas e responderam a perguntas de jornalistas.

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