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Webb e Hubble expõem berçários estelares ocultos e pistas sobre evolução galáctica (IMAGEM)

CC BY 4.0 / ESA/Webb, NASA & CSA, A. Pedrini, A. Adamo (Stockholm University) and the FEAST JWST team (cropped image) / A imagem mostra uma grande e longa porção de um dos braços espirais da galáxia M51. Filamentos aglomerados de gás e poeira vermelho-alaranjados, que se estendem em cadeia da esquerda para a direita, compõem o braço. Bolhas ciano brilhantes iluminam partes das nuvens de gás por dentro, e lacunas expõem aglomerados estelares brilhantes nessas bolhas como pontos brancos luminosos. Toda a imagem é pontilhada por pequenas estrelas. Um tênue brilho azul ao redor do braço colore o fundo escuro
A imagem mostra uma grande e longa porção de um dos braços espirais da galáxia M51. Filamentos aglomerados de gás e poeira vermelho-alaranjados, que se estendem em cadeia da esquerda para a direita, compõem o braço. Bolhas ciano brilhantes iluminam partes das nuvens de gás por dentro, e lacunas expõem aglomerados estelares brilhantes nessas bolhas como pontos brancos luminosos. Toda a imagem é pontilhada por pequenas estrelas. Um tênue brilho azul ao redor do braço colore o fundo escuro - Sputnik Brasil, 1920, 12.05.2026
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Astrônomos usaram o Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês) e o Hubble para revelar berçários estelares ocultos em quatro galáxias próximas, mostrando como aglomerados jovens se formam, se libertam de suas nuvens natais e moldam o ambiente ao redor.
Um estudo recente mostrou como astrônomos obtiveram uma nova visão dos berçários de aglomerados estelares, revelando como galáxias evoluem e como ambientes extremos podem moldar planetas jovens. Usando o JWST e o Hubble, a equipe analisou quase 9.000 aglomerados em quatro galáxias próximas, identificando nuvens densas onde milhares de estrelas nascem.
A combinação da luz infravermelha do Webb, capaz de atravessar poeira, com a luz visível do Hubble permitiu acompanhar aglomerados desde seus estágios mais ocultos até fases totalmente expostas. As imagens mostram nós brilhantes de estrelas recém‑formadas, filamentos escuros de poeira e cavidades abertas por ventos estelares.
Segundo os pesquisadores, isso aproxima simulações e observações, conectando a formação de estrelas ao surgimento de planetas. O estudo indica que os maiores aglomerados se libertam de suas nuvens natais em cerca de cinco milhões de anos, mais rápido do que se pensava, enquanto grupos menores levam até oito milhões.
Essa diferença, embora pequena, altera o ambiente galáctico e influencia o ritmo da formação estelar. O programa Feedback em Aglomerados Estelares Extragalácticos Emergentes (FEAST, na sigla em inglês), que reúne especialistas em estrelas e galáxias, destaca que as novas medições ajudam a restringir modelos que tentam explicar como esses aglomerados emergem.
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Uma vez livres da poeira, os aglomerados gigantes passam a emitir radiação ultravioleta intensa e ventos estelares que aquecem e dispersam o gás ao redor — o chamado feedback estelar. Como o gás frio é essencial para formar novas estrelas, esse processo regula o futuro das galáxias.

As descobertas também têm impacto na compreensão da formação de planetas. Sistemas jovens dentro desses aglomerados podem ser expostos à radiação ultravioleta muito cedo, o que pode corroer os discos de gás e poeira que dão origem aos planetas.

Isso significa que ambientes estelares densos podem limitar o tamanho e a evolução de mundos recém‑nascidos, reforçando a ligação entre o ciclo de formação estelar e o destino dos planetas.
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