JWST expõe estrutura oculta e revela nova dinâmica no núcleo ativo da Galáxia da Lula (IMAGENS)
JWST expõe estrutura oculta e revela nova dinâmica no núcleo ativo da Galáxia da Lula (IMAGENS)
Sputnik Brasil
A Galáxia da Lula, observada pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês), revela estruturas ocultas por poeira densa — da barra central ao... 14.05.2026, Sputnik Brasil
A Galáxia da Lula (M77/NGC 1068) é uma espiral brilhante e muito empoeirada, com faixas de poeira e bolsões cintilantes de formação estelar. Mais do que um espetáculo visual, ela abriga em seu núcleo um buraco negro supermassivo extremamente ativo, que domina a dinâmica da região central.Situada a cerca de 35 milhões de anos-luz da Via Láctea e voltada de frente para nós, M77 é um laboratório privilegiado para estudar núcleos galácticos ativos. O grande desafio, porém, sempre foi a poeira densa que obscurece o centro, tornando difícil observar diretamente o "motor" que alimenta sua luminosidade.O JWST foi projetado justamente para atravessar esse véu. Usando luz infravermelha, menos afetada pela poeira do que os comprimentos de onda ópticos ou ultravioleta, o James Webb observou a galáxia com os instrumentos NIRCam (infravermelho próximo) e MIRI (infravermelho médio), revelando estruturas invisíveis até mesmo em rádio.De acordo com um portal especializado, as novas imagens mostram uma barra de estrelas, gás e poeira no centro da galáxia espiral, estrutura que não aparece em luz óptica. Elas também penetram os volumes de poeira do núcleo, revelando detalhes ao redor da região central, onde se estima existir uma massa cerca de 13 milhões de vezes a do Sol.Há indícios de que essa massa possa ser composta por dois buracos negros supermassivos em órbita binária estreita, embora o JWST não consiga os separar diretamente.Também se destacam regiões avermelhadas e dispersas ao longo dos braços espirais: são bolsões de formação estelar, onde o gás se torna denso o suficiente para colapsar sob a gravidade e dar origem a novas estrelas. Um anel brilhante de alguns milhares de anos-luz circunda o centro — o anel de formação estelar — formado pela própria arquitetura da galáxia, que concentra gás nessa zona.A atividade no núcleo é igualmente extrema. Em 2022, cientistas rastrearam um neutrino de alta energia diretamente até o centro da Galáxia da Lula. O núcleo consome material a uma taxa de cerca de 0,23 vez a massa do Sol por ano, gerando enormes quantidades de energia em condições de gravidade e fricção extremas, o que sugere que M77 pode funcionar como um gigantesco acelerador de partículas atômicas, um dos poucos identificados além da Via Láctea.Ao observar a Galáxia da Lula em comprimentos de onda que revelam segredos normalmente invisíveis, o JWST expõe tanto o motor oculto de um núcleo galáctico ativo quanto o ambiente turbulento de formação estelar ao seu redor. Esses dados ajudam a responder questões centrais sobre o comportamento de buracos negros, o nascimento de estrelas e os processos extremos que produzem neutrinos de alta energia no Universo.
A Galáxia da Lula, observada pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês), revela estruturas ocultas por poeira densa — da barra central ao anel de formação estelar — e expõe um núcleo turbulento que pode abrigar até dois buracos negros supermassivos e atuar como um raro acelerador natural de partículas.
A Galáxia da Lula (M77/NGC 1068) é uma espiral brilhante e muito empoeirada, com faixas de poeira e bolsões cintilantes de formação estelar. Mais do que um espetáculo visual, ela abriga em seu núcleo um buraco negro supermassivo extremamente ativo, que domina a dinâmica da região central.
Situada a cerca de 35 milhões de anos-luz da Via Láctea e voltada de frente para nós, M77 é um laboratório privilegiado para estudar núcleos galácticos ativos. O grande desafio, porém, sempre foi a poeira densa que obscurece o centro, tornando difícil observar diretamente o "motor" que alimenta sua luminosidade.
Nova imagem no infravermelho próximo da Galáxia da Lula, obtida pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês). As quatro linhas laranjas que se cruzam no centro da imagem não fazem parte da cena, mas são picos de difração gerados pelo próprio instrumento.
Nova imagem no infravermelho próximo da Galáxia da Lula, obtida pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês). As quatro linhas laranjas que se cruzam no centro da imagem não fazem parte da cena, mas são picos de difração gerados pelo próprio instrumento.
Uma composição de imagens de M77 no infravermelho próximo e médio obtidas pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês).
O JWST foi projetado justamente para atravessar esse véu. Usando luz infravermelha, menos afetada pela poeira do que os comprimentos de onda ópticos ou ultravioleta, o James Webb observou a galáxia com os instrumentos NIRCam (infravermelho próximo) e MIRI (infravermelho médio), revelando estruturas invisíveis até mesmo em rádio.
De acordo com um portal especializado, as novas imagens mostram uma barra de estrelas, gás e poeira no centro da galáxia espiral, estrutura que não aparece em luz óptica. Elas também penetram os volumes de poeira do núcleo, revelando detalhes ao redor da região central, onde se estima existir uma massa cerca de 13 milhões de vezes a do Sol.
Há indícios de que essa massa possa sercomposta por dois buracos negros supermassivos em órbita binária estreita, embora o JWST não consiga os separar diretamente.
Também se destacam regiões avermelhadas e dispersas ao longo dos braços espirais: são bolsões de formação estelar, onde o gás se torna denso o suficiente para colapsar sob a gravidade e dar origem a novas estrelas. Um anel brilhante de alguns milhares de anos-luz circunda o centro — o anel de formação estelar — formado pela própria arquitetura da galáxia, que concentra gás nessa zona.
A atividade no núcleo é igualmente extrema. Em 2022, cientistas rastrearam um neutrino de alta energia diretamente até o centro da Galáxia da Lula. O núcleo consome material a uma taxa de cerca de 0,23 vez a massa do Sol por ano, gerando enormes quantidades de energia em condições de gravidade e fricção extremas, o que sugere que M77 pode funcionar como um gigantesco acelerador de partículas atômicas, um dos poucos identificados além da Via Láctea.
Ao observar a Galáxia da Lula em comprimentos de onda que revelam segredos normalmente invisíveis, o JWST expõe tanto o motor oculto de um núcleo galáctico ativo quanto o ambiente turbulento de formação estelar ao seu redor. Esses dados ajudam a responder questões centrais sobre o comportamento de buracos negros, o nascimento de estrelas e os processos extremos que produzem neutrinos de alta energia no Universo.
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