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PF descobre que policiais investigados em escândalo da Refit usavam telefones em nome de mortos
PF descobre que policiais investigados em escândalo da Refit usavam telefones em nome de mortos
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A Polícia Federal (PF) encontrou evidências de que policiais federais usavam telefones registrados em nome de pessoas mortas para se comunicar com investigados... 15.05.2026, Sputnik Brasil
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Segundo a investigação que ajudou a deflagrar a operação Sem Refino, nesta sexta-feira (15), os aparelhos eram utilizados de forma recorrente por dois escrivães, um deles lotado na Delegacia da Polícia Federal em Nova Iguaçu, dificultando o rastreamento e ajudando a manter o anonimato das conversas.O aparelho utilizado acessou sistemas por meio de um endereço de IP, número que identifica um dispositivo conectado à Internet, vinculado à rede interna da própria PF. Os registros foram associados ao login funcional de um escrivão.Por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF cumpriu 17 mandados de busca e apreensão na manhã de hoje, entre eles um contra o ex-governador Cláudio Castro. O ministro e relator do caso, Alexandre de Moraes, determinou ainda sete medidas de afastamento de função pública.A operação faz parte das apurações do caso Refit, em que foi revelado um dos maiores esquemas de sonegação de impostos do Brasil.No encalço de CastroNesta sexta, agentes fizeram buscas na residência de Castro em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na cidade do Rio, e cumpriram sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, e no Distrito Federal. Também foi determinado o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros do grupo, além da suspensão de atividades econômicas.No governo Castro, a Refit teve um incentivo fiscal para ampliar seu mercado no setor de óleo diesel em 2023. O ex-governador é acusado pela PF de atuar de forma decisiva para proteger e favorecer os interesses da refinaria. Um celular e um tablet de Castro foram apreendidos.A defesa de Castro afirma que foi "surpreendida com a operação de hoje" e ainda não tomou conhecimento do objeto do pedido de busca e apreensão. Segundo o portal Metrópoles, o ex-governador recebeu o ministro Moraes às vésperas da operação, na quarta-feira (13). No mesmo dia, teria se encontrado também com o ministro Flávio Dino. Segundo a mídia, o assunto dos encontros foi o julgamento no STF sobre a lei que redistribui os royalties do petróleo entre estados e municípios.Dono da Refit na miraEm 2025, a empresa de Ricardo Magro, dono da refinaria, foi um dos alvos da operação Carbono Oculto, que apura o fornecimento de combustíveis a distribuidoras ligadas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).Moraes ainda determinou a inclusão de Magro na lista da Interpol, que faria o empresário ser procurado em 196 países — atualmente ele mora nos Estados Unidos. A solicitação da PF ainda passará por uma análise, e, se for incluído, Magro poderá ser preso em qualquer país que faça parte da rede internacional de polícias.
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alexandre de moraes, polícia federal (pf), supremo tribunal federal (stf), refinaria, telefone, mortos, policiais, delegacia, esquema
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PF descobre que policiais investigados em escândalo da Refit usavam telefones em nome de mortos
16:31 15.05.2026 (atualizado: 18:02 15.05.2026) A Polícia Federal (PF) encontrou evidências de que policiais federais usavam telefones registrados em nome de pessoas mortas para se comunicar com investigados no esquema envolvendo a Refinaria de Manguinhos (Refit).
Segundo a investigação que ajudou a deflagrar a operação Sem Refino, nesta sexta-feira (15), os aparelhos eram utilizados de forma recorrente por dois escrivães, um deles lotado na Delegacia da Polícia Federal em Nova Iguaçu, dificultando o rastreamento e ajudando a manter o anonimato das conversas.
O aparelho utilizado acessou sistemas por meio de um endereço de IP, número que identifica um dispositivo conectado à Internet, vinculado à rede interna da própria PF. Os registros foram associados ao login funcional de um escrivão.
Por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF cumpriu 17 mandados de busca e apreensão na manhã de hoje, entre eles um contra o ex-governador Cláudio Castro. O ministro e relator do caso, Alexandre de Moraes, determinou ainda sete medidas de afastamento de função pública.
A operação faz parte das
apurações do caso Refit, em que foi revelado
um dos maiores esquemas de sonegação de impostos do Brasil.
Nesta sexta, agentes fizeram buscas na residência de Castro em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na cidade do Rio, e cumpriram sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, e no Distrito Federal. Também foi determinado o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros do grupo, além da suspensão de atividades econômicas.
No governo Castro, a Refit teve um incentivo fiscal para ampliar seu mercado no setor de óleo diesel em 2023. O ex-governador é acusado pela PF de atuar de forma decisiva para proteger e favorecer os
interesses da refinaria. Um celular e um tablet de Castro foram apreendidos.
A defesa de Castro afirma que foi
"surpreendida com a operação de hoje" e ainda não tomou conhecimento do objeto do pedido de busca e apreensão. Segundo o
portal Metrópoles, o ex-governador recebeu o ministro Moraes às vésperas da operação, na quarta-feira (13). No mesmo dia, teria se encontrado também com o
ministro Flávio Dino. Segundo a mídia, o assunto dos encontros foi o julgamento no STF sobre a lei que redistribui os royalties do petróleo entre estados e municípios.
Em 2025, a empresa de Ricardo Magro, dono da refinaria, foi um dos alvos da operação Carbono Oculto, que apura o fornecimento de combustíveis a distribuidoras ligadas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Moraes ainda determinou a inclusão de Magro na lista da Interpol, que faria o empresário ser procurado em 196 países — atualmente ele mora nos Estados Unidos. A solicitação da PF ainda passará por uma análise, e, se for incluído, Magro poderá ser preso em qualquer país que faça parte da rede internacional de polícias.
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