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Analista vê mudança retórica dos EUA sobre laboratórios biológicos e não admissão de culpa
Analista vê mudança retórica dos EUA sobre laboratórios biológicos e não admissão de culpa
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A mudança de postura do gabinete da diretora de Inteligência Nacional dos EUA reacendeu o debate sobre laboratórios biológicos no exterior, mas, segundo o... 15.05.2026, Sputnik Brasil
2026-05-15T08:34-0300
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Em recente conversa com a Sputnik, o analista internacional Adriel Kasonta afirmou que a recente mudança de postura do Gabinete da Diretora de Inteligência Nacional (ODNI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, representa uma mudança relevante no tom oficial, mas não uma confirmação das acusações que alimentaram disputas geopolíticas nos últimos anos.Para ele, é essencial separar a existência de instalações de pesquisa biológica da narrativa de "armas biológicas".Kasonta afirma que as alegações russas e chinesas — de que os Estados Unidos operavam uma rede clandestina de laboratórios dedicados ao desenvolvimento de patógenos voltados a grupos étnicos específicos — permanece sem comprovação. O que se reconhece agora, diz ele, é a existência de laboratórios de saúde pública financiados pelos EUA, algo que nunca foi segredo.Sobre uma possível responsabilização dos EUA, o analista avalia que a mudança na postura do governo Trump indica uma tendência de supervisão alinhada ao princípio America First (América Primeiro), e não uma admissão de atividade criminosa por administrações anteriores.A investigação é apresentada como correção de uma falta de transparência e de uma "mentira por omissão" sobre a escala do financiamento norte‑americano em pesquisas biológicas no exterior.Caso a apuração identifique desvio de verbas ou pesquisas de ganho de função conduzidas sem notificação adequada ao Congresso, Kasonta considera provável que a responsabilização ocorra por meio de mudanças de pessoal de alto nível no programa de Redução Cooperativa de Ameaças (CTR, na sigla em inglês) do Departamento de Defesa e pela redistribuição de autoridades de financiamento.Segundo Kasonta, a transparência sobre programas de pesquisa e a supervisão civil sobre atividades sensíveis serão centrais para evitar que o tema volte a alimentar teorias geopolíticas ainda sem comprovação.
https://noticiabrasil.net.br/20260515/analise-existencia-de-biolaboratorios-na-ucrania-seria-muito-preocupante-para-a-seguranca-global-50376119.html
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Analista vê mudança retórica dos EUA sobre laboratórios biológicos e não admissão de culpa
A mudança de postura do gabinete da diretora de Inteligência Nacional dos EUA reacendeu o debate sobre laboratórios biológicos no exterior, mas, segundo o analista Adriel Kasonta, a revisão reconhece riscos operacionais — não a narrativa geopolítica sobre "armas biológicas".
Em recente conversa com a Sputnik, o analista internacional Adriel Kasonta afirmou que a recente
mudança de postura do Gabinete da Diretora de Inteligência Nacional (ODNI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, representa uma mudança relevante no tom oficial, mas
não uma confirmação das acusações que alimentaram disputas geopolíticas nos últimos anos.
Para ele, é essencial
separar a existência de instalações de pesquisa biológica da narrativa de "
armas biológicas".
"Essas instalações, muitas das quais são remanescentes do Programa de Redução de Ameaças Biológicas da era soviética, foram projetadas para conter patógenos perigosos e prevenir justamente o tipo de 'liberação acidental' que a diretora Gabbard agora destaca como um risco em uma zona de guerra", afirmou o analista.
Kasonta afirma que as alegações russas e chinesas — de que os Estados Unidos operavam uma
rede clandestina de laboratórios dedicados ao
desenvolvimento de patógenos voltados a grupos étnicos específicos — permanece sem comprovação. O que se reconhece agora, diz ele, é a existência de laboratórios de saúde pública financiados pelos EUA, algo que nunca foi segredo.
Sobre uma possível
responsabilização dos EUA, o analista avalia que a mudança na postura do governo Trump indica uma tendência de supervisão alinhada ao princípio America First (América Primeiro), e
não uma admissão de atividade criminosa por administrações anteriores.
A investigação é apresentada como correção de uma
falta de transparência e de uma "mentira por omissão" sobre a
escala do financiamento norte‑americano em pesquisas biológicas no exterior.
Caso a apuração identifique
desvio de verbas ou pesquisas de ganho de função conduzidas sem notificação adequada ao Congresso, Kasonta considera
provável que a responsabilização ocorra por meio de mudanças de pessoal de alto nível no programa de Redução Cooperativa de Ameaças (CTR, na sigla em inglês) do Departamento de Defesa e pela redistribuição de autoridades de financiamento.
"De um ponto de vista estratégico, trata-se menos de um processo judicial e mais de a administração afirmar o controle sobre a burocracia do 'Estado Profundo' e sinalizar uma reaproximação mais ampla com Moscou, validando algumas de suas antigas queixas de segurança", afirmou.
Segundo Kasonta, a transparência sobre programas de pesquisa e a supervisão civil sobre atividades sensíveis serão centrais para evitar que o tema volte a alimentar teorias geopolíticas ainda sem comprovação.
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