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Guarnição romana pode ter enterrado 302 moedas em fuga na fronteira do Danúbio (IMAGENS)
Guarnição romana pode ter enterrado 302 moedas em fuga na fronteira do Danúbio (IMAGENS)
Sputnik Brasil
Tesouro de 302 moedas romanas encontrado na Croácia pode revelar os últimos momentos de uma pequena guarnição que vigiava o Limes do Danúbio no século IV d.C... 15.05.2026, Sputnik Brasil
2026-05-15T04:32-0300
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Um conjunto de 302 moedas romanas encontrado perto de Mohovo, no leste da Croácia, revelou o que pode ser o último vestígio de uma pequena guarnição posicionada no Limes do Danúbio, uma das fronteiras mais sensíveis do Império Romano. O achado ocorreu durante investigações do Instituto de Arqueologia de Zagreb, que estuda a antiga infraestrutura defensiva da região de Vukovar-Srijem.As moedas surgiram em uma área de apenas um metro quadrado, no local onde existia uma torre de vigia romana. A maioria data do século IV d.C., período em que o Danúbio era uma zona militar altamente vigiada. A fronteira não dependia apenas de grandes fortalezas: era sustentada por pequenos postos, rotas de patrulha e pontos de observação que garantiam vigilância constante.Segundo os arqueólogos, Mohovo ficava entre os acampamentos romanos de Ilok e Sotin, que controlavam a área. Entre eles, torres menores monitoravam travessias e ravinas que levavam ao rio. Esses postos permitiam observar movimentos suspeitos e transmitir alertas rapidamente ao longo da linha defensiva.No sítio, foram identificados restos de uma torre de madeira cercada por fossos em forma de V, típica das estruturas erguidas sobre postes e elevadas do solo. Esse sistema simples, mas eficiente, criava uma cadeia visual de vigilância ao longo do Danúbio. Foi em uma dessas valas que os arqueólogos encontraram a concentração incomum de moedas.A descoberta começou quando um técnico notou uma moeda isolada, seguida de outra, até que a quantidade revelou se tratar de um depósito intencional. Para o diretor do Instituto, Marko Dizdar, o dinheiro pode ter pertencido aos soldados da torre, possivelmente enterrado durante um ataque ou emergência — um tesouro que nunca foi recuperado. Assim, as moedas ganham dimensão humana: podem representar uma folha de pagamento interrompida por medo, violência ou retirada súbita.As análises preliminares indicam que muitas moedas foram cunhadas sob o imperador Valentiniano I, nascido em Cibalae, atual Vinkovci. Seu reinado foi marcado pelo reforço das fronteiras, especialmente no Reno e no Danúbio. O achado se encaixa nesse contexto de defesa tardia, quando Roma dependia cada vez mais de pequenos postos disciplinados para manter o controle territorial.Além das moedas, Mohovo revelou objetos do cotidiano romano, como fíbulas e um anzol de pesca, reforçando a ideia de que os soldados não apenas vigiavam, mas viviam à beira do rio.Pesquisadores acreditam que a área possa abrigar outros sítios militares ainda ocultos. Após conservação e estudo, o tesouro deve integrar um acervo museológico, oferecendo um raro vislumbre dos últimos momentos de uma guarnição romana na fronteira do Danúbio.
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Guarnição romana pode ter enterrado 302 moedas em fuga na fronteira do Danúbio (IMAGENS)
Tesouro de 302 moedas romanas encontrado na Croácia pode revelar os últimos momentos de uma pequena guarnição que vigiava o Limes do Danúbio no século IV d.C., sugerindo um depósito militar enterrado às pressas durante um ataque e jamais recuperado.
Um
conjunto de 302 moedas romanas encontrado perto de Mohovo, no leste da Croácia, revelou o que pode ser o
último vestígio de uma pequena guarnição posicionada no Limes do Danúbio, uma das fronteiras mais sensíveis do Império Romano. O achado ocorreu durante investigações do Instituto de Arqueologia de Zagreb, que estuda a antiga infraestrutura defensiva da região de Vukovar-Srijem.
As moedas surgiram em uma área de apenas um metro quadrado, no local onde existia uma torre de vigia romana. A
maioria data do século IV d.C., período em que o Danúbio era uma zona militar altamente vigiada. A fronteira não dependia apenas de grandes fortalezas: era sustentada por pequenos postos,
rotas de patrulha e pontos de observação que garantiam vigilância constante.
O momento em que moedas romanas foram descobertas no sítio arqueológico de Mohovo.
302 moedas romanas encontradas na Croácia podem ser o pagamento que soldados romanos nunca reclamaram.
O momento em que moedas romanas foram descobertas no sítio arqueológico de Mohovo.
302 moedas romanas encontradas na Croácia podem ser o pagamento que soldados romanos nunca reclamaram.
Segundo os arqueólogos, Mohovo ficava entre os acampamentos romanos de Ilok e Sotin, que controlavam a área. Entre eles,
torres menores monitoravam travessias e ravinas que levavam ao rio. Esses postos permitiam observar movimentos suspeitos e transmitir alertas rapidamente ao longo da linha defensiva.
No sítio,
foram identificados restos de uma torre de madeira cercada por fossos em forma de V, típica das estruturas erguidas sobre postes e elevadas do solo. Esse sistema simples, mas eficiente,
criava uma cadeia visual de vigilância ao longo do Danúbio. Foi em uma dessas valas que os arqueólogos encontraram a
concentração incomum de moedas.
A descoberta começou quando um técnico notou uma moeda isolada, seguida de outra, até que a
quantidade revelou se tratar de um depósito intencional. Para o diretor do Instituto, Marko Dizdar, o dinheiro pode ter pertencido aos soldados da torre, possivelmente enterrado durante um ataque ou emergência — um
tesouro que nunca foi recuperado. Assim, as moedas ganham dimensão humana: podem representar uma folha de pagamento interrompida por medo, violência ou retirada súbita.
As análises preliminares indicam que muitas
moedas foram cunhadas sob o imperador Valentiniano I, nascido em Cibalae, atual Vinkovci. Seu reinado foi marcado pelo
reforço das fronteiras, especialmente no Reno e no Danúbio. O achado se encaixa nesse contexto de defesa tardia, quando Roma dependia cada vez mais de pequenos postos disciplinados para manter o controle territorial.
Além das moedas, Mohovo
revelou objetos do cotidiano romano,
como fíbulas e um anzol de pesca, reforçando a ideia de que os soldados não apenas vigiavam, mas viviam à beira do rio.
Pesquisadores acreditam que a área possa abrigar outros sítios militares ainda ocultos. Após conservação e estudo, o tesouro deve integrar um acervo museológico, oferecendo um raro vislumbre dos últimos momentos de uma guarnição romana na fronteira do Danúbio.
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