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MP e polícia investigam contrato de wi-fi em SP com ONG ligada à empresária de filme sobre Bolsonaro

© Sputnik / Guilherme CorreiaViatura isola rua onde aconteceu tentativa de assalto, na Zona Sul de São Paulo, em janeiro de 2026
Viatura isola rua onde aconteceu tentativa de assalto, na Zona Sul de São Paulo, em janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 20.05.2026
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O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil abriram investigações para apurar suspeitas de irregularidades em um contrato firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia da capital paulista e o Instituto Conhecer Brasil — organização responsável por um projeto de expansão do wi-fi público em comunidades da cidade.
A ONG investigada é comandada pela jornalista e empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pela produção do filme "Dark Horse", obra biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O acordo previa a instalação e manutenção de 5 mil pontos de Internet gratuita em regiões periféricas de São Paulo durante um período de 12 meses. Entretanto, investigadores apontam que a meta inicial não foi cumprida dentro do prazo estipulado.
A entrega completa deveria ter ocorrido até junho de 2025, mas pouco mais de 3 mil pontos teriam sido efetivamente implementados até agora.
Mario Frias, durante a comemoração do Dia do Forró e aniversário do Luiz Gonzaga (rei do baião), no Palácio do Planalto - Sputnik Brasil, 1920, 19.05.2026
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Em áudio, Mario Frias agradece Daniel Vorcaro por apoio a filme de Jair Bolsonaro
O contrato passou por três alterações consecutivas para a prorrogação dos serviços, movimento que também entrou no radar das autoridades. Promotores avaliam se houve falhas no processo de contratação e na justificativa para a escolha da entidade responsável pelo projeto.
Segundo as apurações, documentos fiscais apresentados para comprovar as despesas do contrato levantaram suspeitas de inconsistências. O valor sob análise supera R$ 16 milhões.
As investigações conduzidas pelo Ministério Público apontam possíveis indícios de direcionamento no chamamento público realizado antes da assinatura do acordo, além da ausência de fundamentação técnica e econômica considerada suficiente para justificar a parceria com a organização.
Já a Polícia Civil investiga possíveis crimes relacionados à contratação pública, incluindo suspeitas de fraude em licitação, irregularidades na execução contratual e uso indevido de recursos públicos municipais.
Em nota, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia afirmou que acompanha a execução do programa e negou a existência de conclusões definitivas sobre ilegalidades. A pasta informou ainda que inconsistências identificadas em prestações de contas no ano passado resultaram na devolução de aproximadamente R$ 930 mil ao município.
A secretaria também defendeu a escolha do Instituto Conhecer Brasil, alegando que a entidade possui atuação em comunidades e experiência operacional em áreas consideradas de difícil acesso para a implementação do serviço.
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