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Reino Unido quer voltar a aderir à UE? O custo seria de bilhões de euros

© AP Photo / Alastair GrantA bandeira do Reino Unido tremula em frente ao relógio da Torre da Rainha Elizabeth, que abriga o sino conhecido como Big Ben, parte do complexo das Casas do Parlamento em Londres, 10 de outubro de 2019
A bandeira do Reino Unido tremula em frente ao relógio da Torre da Rainha Elizabeth, que abriga o sino conhecido como Big Ben, parte do complexo das Casas do Parlamento em Londres, 10 de outubro de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 20.05.2026
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O debate sobre um possível regresso do Reino Unido à União Europeia (UE) se intensificou após declarações recentes de líderes europeus e figuras do Partido Trabalhista britânico sobre a necessidade de reforçar os laços com Bruxelas.
Segundo a mídia britânica, Bruxelas exigiria condições muito mais rigorosas de Londres do que as impostas antes do Brexit, incluindo maiores contribuições financeiras e o abandono de várias isenções históricas negociadas por governos britânicos anteriores.
O diplomata Julian King alertou que o Reino Unido teria de renunciar ao desconto orçamentário histórico obtido por Margaret Thatcher na década de 1980.
Isto significaria que Londres pagaria pelo menos € 5,75 bilhões (cerca de R$ 33,6 bilhões) a mais por ano do que contribuía antes de sair do bloco europeu.

"A porta está aberta, mas não devemos esperar quaisquer acordos especiais", afirmou King, referindo-se a um potencial processo de readmissão do Reino Unido.

De acordo com a apuração, um dos principais obstáculos seria a livre circulação de pessoas, considerada uma condição essencial para pertencer ao mercado único europeu.
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Além disso, o Reino Unido perderia diversas cláusulas de exclusão previamente negociadas, incluindo as relacionadas ao Espaço Schengen, às políticas de migração e a certos aspectos orçamentários.
O ex-vice-primeiro-ministro britânico David Lidington afirmou que a UE dificilmente concordaria em restabelecer as condições especiais que Londres mantinha antes do Brexit.
"Considero o Brexit um ato de autodestruição nacional, mas não vejo a UE aceitando condições de readmissão que um governo britânico poderia facilmente aprovar", argumentou.
Segundo a mídia, a Comissão Europeia também buscaria evitar qualquer tratamento preferencial para o Reino Unido, a fim de não gerar reivindicações semelhantes de outros países candidatos ao bloco, como Ucrânia, Moldávia ou Montenegro.
A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, declarou recentemente que "a porta da UE está aberta" para o Reino Unido, embora tenha defendido o estreitamento das relações entre as duas partes.
Enquanto isso, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer não descartou completamente um futuro debate sobre a readmissão à UE, em meio a divisões internas no Partido Trabalhista.

O governo britânico e Bruxelas estão se preparando para uma cúpula bilateral agendada para julho, onde serão discutidos acordos sobre mobilidade juvenil, comércio de alimentos e cooperação em defesa.

As conversas fazem parte da chamada "redefinição" das relações promovida por Starmer após anos de tensões pós-Brexit.
O governo irlandês expressou publicamente seu apoio a um possível retorno do Reino Unido à UE, argumentando que o bloco europeu perdeu influência política e econômica desde a saída de Londres.
Enquanto isso, especialistas europeus alertam que qualquer tentativa de retorno exigirá anos de negociações complexas, amplo consenso político e, provavelmente, outro referendo nacional no Reino Unido.
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