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Reino Unido quer voltar a aderir à UE? O custo seria de bilhões de euros
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O debate sobre um possível regresso do Reino Unido à União Europeia (UE) se intensificou após declarações recentes de líderes europeus e figuras do Partido... 20.05.2026, Sputnik Brasil
2026-05-20T08:23-0300
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Segundo a mídia britânica, Bruxelas exigiria condições muito mais rigorosas de Londres do que as impostas antes do Brexit, incluindo maiores contribuições financeiras e o abandono de várias isenções históricas negociadas por governos britânicos anteriores.O diplomata Julian King alertou que o Reino Unido teria de renunciar ao desconto orçamentário histórico obtido por Margaret Thatcher na década de 1980. Isto significaria que Londres pagaria pelo menos € 5,75 bilhões (cerca de R$ 33,6 bilhões) a mais por ano do que contribuía antes de sair do bloco europeu.De acordo com a apuração, um dos principais obstáculos seria a livre circulação de pessoas, considerada uma condição essencial para pertencer ao mercado único europeu.Além disso, o Reino Unido perderia diversas cláusulas de exclusão previamente negociadas, incluindo as relacionadas ao Espaço Schengen, às políticas de migração e a certos aspectos orçamentários.O ex-vice-primeiro-ministro britânico David Lidington afirmou que a UE dificilmente concordaria em restabelecer as condições especiais que Londres mantinha antes do Brexit.Segundo a mídia, a Comissão Europeia também buscaria evitar qualquer tratamento preferencial para o Reino Unido, a fim de não gerar reivindicações semelhantes de outros países candidatos ao bloco, como Ucrânia, Moldávia ou Montenegro.A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, declarou recentemente que "a porta da UE está aberta" para o Reino Unido, embora tenha defendido o estreitamento das relações entre as duas partes.Enquanto isso, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer não descartou completamente um futuro debate sobre a readmissão à UE, em meio a divisões internas no Partido Trabalhista.As conversas fazem parte da chamada "redefinição" das relações promovida por Starmer após anos de tensões pós-Brexit.O governo irlandês expressou publicamente seu apoio a um possível retorno do Reino Unido à UE, argumentando que o bloco europeu perdeu influência política e econômica desde a saída de Londres.Enquanto isso, especialistas europeus alertam que qualquer tentativa de retorno exigirá anos de negociações complexas, amplo consenso político e, provavelmente, outro referendo nacional no Reino Unido.
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Reino Unido quer voltar a aderir à UE? O custo seria de bilhões de euros
O debate sobre um possível regresso do Reino Unido à União Europeia (UE) se intensificou após declarações recentes de líderes europeus e figuras do Partido Trabalhista britânico sobre a necessidade de reforçar os laços com Bruxelas.
Segundo a mídia britânica, Bruxelas exigiria
condições muito mais rigorosas de Londres do que as impostas antes do Brexit, incluindo maiores contribuições financeiras e o abandono de várias isenções históricas negociadas por governos britânicos anteriores.
O diplomata Julian King
alertou que o Reino Unido teria de renunciar ao desconto orçamentário histórico obtido por Margaret Thatcher na década de 1980.
Isto significaria que Londres pagaria pelo menos € 5,75 bilhões (cerca de R$ 33,6 bilhões) a mais por ano do que contribuía antes de sair do bloco europeu.
"A porta está aberta, mas não devemos esperar quaisquer acordos especiais", afirmou King, referindo-se a um potencial processo de readmissão do Reino Unido.
De acordo com a apuração, um dos
principais obstáculos seria a livre circulação de pessoas, considerada uma
condição essencial para pertencer ao mercado único europeu.
Além disso, o Reino Unido perderia diversas cláusulas de exclusão previamente negociadas, incluindo as relacionadas ao Espaço Schengen, às políticas de migração e a certos aspectos orçamentários.
O ex-vice-primeiro-ministro britânico David Lidington afirmou que a
UE dificilmente concordaria em restabelecer as condições especiais que
Londres mantinha antes do Brexit.
"Considero o Brexit um ato de autodestruição nacional, mas não vejo a UE aceitando condições de readmissão que um governo britânico poderia facilmente aprovar", argumentou.
Segundo a mídia, a Comissão Europeia também buscaria
evitar qualquer tratamento preferencial para o Reino Unido, a fim de não gerar reivindicações semelhantes de
outros países candidatos ao bloco, como Ucrânia, Moldávia ou Montenegro.
A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, declarou recentemente que "a porta da UE está aberta" para o Reino Unido, embora tenha defendido o estreitamento das relações entre as duas partes.
Enquanto isso, o
primeiro-ministro britânico Keir Starmer
não descartou completamente um futuro debate sobre a readmissão à UE, em meio a divisões internas no Partido Trabalhista.
O governo britânico e Bruxelas estão se preparando para uma cúpula bilateral agendada para julho, onde serão discutidos acordos sobre mobilidade juvenil, comércio de alimentos e cooperação em defesa.
As conversas fazem parte da chamada "redefinição" das relações promovida por Starmer após anos de tensões pós-Brexit.
O governo irlandês expressou publicamente seu apoio a um possível retorno do Reino Unido à UE, argumentando que o bloco europeu perdeu influência política e econômica desde a saída de Londres.
Enquanto isso, especialistas europeus alertam que qualquer tentativa de retorno exigir
á anos de negociações complexas, amplo
consenso político e, provavelmente, outro referendo nacional no Reino Unido.
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