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Renan Santos diz que converte eleitores de Bolsonaro e Lula e rejeita rótulo de 'terceira via'

© Sputnik / Leonardo SobreiraPré-candidato à presidência do Brasil Renan Santos (Missão) durante evento Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, em Brasília (DF)
Pré-candidato à presidência do Brasil Renan Santos (Missão) durante evento Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, em Brasília (DF) - Sputnik Brasil, 1920, 21.05.2026
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Pré-candidato a presidente pelo Missão também defende reforma do Judiciário e critica anistia.
O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, apresentou nesta quinta-feira (21) uma agenda voltada para industrialização, reforma institucional e endurecimento penal.
Em declarações a jornalistas na Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, Renan Santos defendeu que o Brasil utilize suas reservas de terras raras para construir uma cadeia tecnológica nacional inspirada no modelo chinês, ao mesmo tempo que propôs mudanças profundas na atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e criticou propostas de anistia ampla para envolvidos nos atos de 8 de Janeiro.
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Na área econômica, o dirigente do Missão afirmou que o país precisa deixar de ser apenas exportador de matéria-prima e passar a processar minerais estratégicos em território nacional. Segundo ele, é necessário criar um marco regulatório para garantir que a cadeia produtiva das terras raras seja construída no Brasil, com parcerias limitadas a 20% de participação estrangeira e ao menos 50% de capital brasileiro.
Renan Santos também defendeu a formação de um corpo técnico nacional e a internalização das etapas finais da cadeia industrial. "A China conseguiu praticamente verticalizar a cadeia de terras raras, e temos que começar a subir essas cadeias", declarou.
Ao comentar os debates sobre os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, Renan Santos afirmou ser favorável à revisão das penas, mas contrário à anistia irrestrita. "Aquelas pessoas cometeram crimes", disse.
Segundo ele, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) "Alexandre Moraes trouxe soluções exóticas, e a dosimetria é uma solução política". O pré-candidato também declarou que "não é a prioridade a soltura de Jair Bolsonaro em um governo meu". E acrescentou: "Anistia pura e simples é abrir a possibilidade para as pessoas fazerem o que quiserem". Para Renan Santos, "as pessoas que cometem crimes de natureza política devem ser punidas".
O dirigente também apresentou propostas de mudança no funcionamento do STF. "Temos que entregar ao STF apenas suas atribuições constitucionais", afirmou. Ele defendeu limitar a atuação da Corte: "Não pode ser a última instância de figurões brasileiros, e tem que ser restrito a apenas temas constitucionais abstratos".
Entre as medidas sugeridas, Renan Santos citou mudanças no acesso ao STF e no foro privilegiado. "Temos que diminuir o número de agentes que podem entrar com ações no STF, temos que acabar com decisões monocráticas, temos que acabar com escritórios de advocacia ligados a ministros, temos que criar uma corte específica com desembargadores sorteados para lidarem com casos de foro privilegiado, sem nenhum tipo de mídia, retirando o poder do STF sobre parlamentares", declarou.
Segundo ele, "hoje, o Senado tem medo de fiscalizar o STF". O pré-candidato também voltou a defender maior concentração de poder no Executivo. "Precisamos empoderar o Poder Executivo", afirmou.
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Ao comentar o debate sobre o modelo de jornada de trabalho 6 x 1, Renan Santos afirmou que "a reforma trabalhista silenciosa já aconteceu". Segundo ele, a produtividade brasileira ainda impede comparações diretas com países desenvolvidos. "A produtividade da economia sueca é tão diferente da nossa que não podemos tratar as coisas nos mesmos termos", declarou. Para o dirigente, a proposta é "uma medida eleitoreira".
Como alternativa, o pré-candidato afirmou que o país deveria investir em infraestrutura urbana e desenvolvimento regional. "Temos que criar investimentos em infraestrutura e zonas econômicas especiais" para reduzir o tempo de deslocamento dos trabalhadores, disse. "Existem outras formas de mitigar esse problema", acrescentou.
Renan Santos também comentou o crescimento de sua pontuação nas pesquisas eleitorais e afirmou que sua candidatura busca ocupar um espaço diferente da direita tradicional. "Eu sou diferente, não tenho nada a ver com a família Bolsonaro, e estou à direita. Portanto, eu converto eleitores do Flávio Bolsonaro e também do Lula", declarou. Segundo ele, há desgaste político do governo Lula no Nordeste. "Jovens em estados do Nordeste também estão cansados do modelo lulista", afirmou.
Ao definir sua candidatura, Renan Santos rejeitou o conceito de terceira via. "Minha proposta não é terceira via, é uma outra agenda", declarou.
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