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Caiado eleva o tom em SP, acusa Lula de desinformação e defende acordo com EUA por terras raras
Caiado eleva o tom em SP, acusa Lula de desinformação e defende acordo com EUA por terras raras
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O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), aproveitou nesta segunda-feira (25) a participação em painel... 25.05.2026, Sputnik Brasil
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Diante de uma plateia de investidores e executivos, Caiado defendeu o memorando de entendimento assinado por sua gestão com Washington para a cadeia de minerais críticos.O ex-governador respondeu diretamente às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia acusado o governo goiano de tentar "vender o Brasil" por negociar recursos do subsolo sem o aval da União.Caiado ironizou o conhecimento técnico de Lula sobre a tabela periódica e o setor de mineração de alta tecnologia. O goiano sustentou que a política externa e mineral do governo petista carece de fundamentos técnicos e estratégicos.O que são terras raras?A disputa federativa e geopolítica gira em torno das chamadas "terras raras", um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a transição energética e tecnológica global. Esses minerais são matérias-primas obrigatórias para fabricar chips de última geração, superímãs, motores de veículos elétricos, turbinas eólicas e armamentos de defesa aeroespacial.Atualmente, a China detém a hegemonia global do refino e do processamento desses elementos, o que transformou o controle das reservas em uma espécie de "Guerra Fria mineral", na qual o bloco ocidental, liderado pelos EUA, busca freneticamente quebrar o monopólio chinês.Segundo Caiado, o Brasil tem agido de forma passiva no mercado internacional, repetindo erros do passado e exportando apenas o minério bruto, sem processamento local. Ele destacou que Goiás abriga em Minaçu uma das poucas operações do mundo ocidental na extração desses minerais.O acordo desenhado pelo governo de Goiás prevê intercâmbio de dados geológicos com agências norte-americanas e japonesas, com o objetivo de captar investimentos e transferir tecnologia para processar os materiais dentro do estado. "Se eu, amanhã, tiver uma tonelada de terras pesadas, o valor é mínimo. Se eu puder vender amanhã 20 gramas de térbio, ou de disprósio, ou de neodímio, eu vou enriquecer o meu estado de Goiás, vou trazer tecnologias, vou aumentar renda e vou ampliar, com isso, o avanço em grandes ímãs e baterias."O Palácio do Planalto e a bancada governista no Congresso demonstram forte resistência ao modelo adotado por Caiado, apontando potenciais riscos à soberania nacional com o compartilhamento de dados do subsolo e defendendo a criação de diretrizes centralizadas pela União ou, até mesmo, de uma estatal para os minerais críticos.Em manifestações públicas, Lula alertou que governadores não possuem prerrogativas constitucionais para fazer esse tipo de concessão a entidades estrangeiras.
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Caiado eleva o tom em SP, acusa Lula de desinformação e defende acordo com EUA por terras raras
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), aproveitou nesta segunda-feira (25) a participação em painel empresarial na capital paulista para contra-atacar o Palácio do Planalto no que tange o jogo político deste ano e no acordo com os Estados Unidos pelas terras raras no estado goiano.
Diante de uma plateia de investidores e executivos, Caiado defendeu o memorando de entendimento assinado por sua gestão com Washington para a cadeia de minerais críticos.
O ex-governador respondeu diretamente às declarações do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia acusado o governo goiano de tentar "vender o Brasil" por
negociar recursos do subsolo sem o aval da União.
Caiado ironizou o conhecimento técnico de Lula sobre a tabela periódica e o setor de mineração de alta tecnologia. O goiano sustentou que a política externa e mineral do governo petista carece de fundamentos técnicos e estratégicos.
"O Lula sabe de terras raras igual eu sei de submarino. Ele não tem noção, ele não sabe do mapeamento mineral do país. O presidente não lê memorando nessa área mineral", disse o ex-governador.

15 de dezembro 2025, 06:23
A disputa federativa e geopolítica gira em torno das chamadas "terras raras", um
grupo de 17 elementos químicos essenciais para a transição energética e tecnológica global. Esses minerais são matérias-primas obrigatórias para
fabricar chips de última geração, superímãs, motores de veículos elétricos, turbinas eólicas e
armamentos de defesa aeroespacial.
Atualmente, a China detém a
hegemonia global do refino e do processamento desses elementos, o que transformou o controle das reservas em uma espécie de "Guerra Fria mineral", na qual o bloco ocidental, liderado pelos EUA,
busca freneticamente quebrar o monopólio chinês.
Segundo Caiado, o Brasil tem agido de forma passiva no mercado internacional, repetindo erros do passado e exportando apenas o minério bruto, sem processamento local. Ele destacou que Goiás abriga em Minaçu uma das poucas operações do mundo ocidental na extração desses minerais.
"Hoje, o minério de ferro que sai de Carajás é 100% chinês. As terras raras que saem de Goiás hoje vão brutas para a China. Continuamos a vender como na época da colônia", criticou o pré-candidato, enfatizando a necessidade de atrair indústrias de refino para o solo brasileiro.
O acordo desenhado pelo governo de Goiás prevê
intercâmbio de dados geológicos com agências norte-americanas e japonesas, com o objetivo de captar investimentos e transferir tecnologia para processar os materiais dentro do estado. "Se eu, amanhã, tiver uma tonelada de terras pesadas, o valor é mínimo. Se eu puder vender amanhã 20 gramas de térbio, ou de disprósio, ou de neodímio,
eu vou enriquecer o meu estado de Goiás, vou trazer tecnologias, vou aumentar renda e vou ampliar, com isso, o avanço em grandes ímãs e baterias."
O Palácio do Planalto e a bancada governista no Congresso demonstram
forte resistência ao modelo adotado por Caiado, apontando potenciais
riscos à soberania nacional com o compartilhamento de dados do subsolo e defendendo a criação de diretrizes centralizadas pela União ou, até mesmo, de uma estatal para os minerais críticos.
Em manifestações públicas, Lula alertou que governadores não possuem prerrogativas constitucionais para fazer esse tipo de concessão a entidades estrangeiras.
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