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Escala 6 x 1: empresários e oposição pedem a Alcolumbre que Senado só vote PEC após as eleições

© Foto / Marcelo Camargo / Agência BrasilO presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), participa da abertura do ano judiciário de 2026 do Supremo Tribunal Federal (STF). Brasília (DF), 2 de fevereiro de 2026
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), participa da abertura do ano judiciário de 2026 do Supremo Tribunal Federal (STF). Brasília (DF), 2 de fevereiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 26.05.2026
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Representantes dos setores da indústria, agricultura, de bares, restaurantes e do comércio e senadores de oposição reivindicaram ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o adiamento da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6 x 1 após as eleições, em reunião nesta terça-feira (26).
O texto está sendo analisado pela comissão especial da Câmara dos Deputados, mas a votação foi adiada na segunda-feira (25), após pedido de vistas do deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS). Ele foi concedido por "direito regimental", anunciou o presidente do colegiado, Alencar Santana (PT-SP). A votação na Comissão está prevista para ocorrer amanhã (27). A intenção do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é levar o texto ao plenário ainda nesta semana.
Após a reunião, o presidente da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, falou a jornalistas que Alcolumbre "ouviu com atenção e sentiu que é complexo o assunto e que merece e é necessário ser discutido com a devida importância, a devida calma, a devida profundidade".
Manifestantes defendem o fim da jornada 6x1 durante ato em Brasília (DF) em 15 de novembro de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 25.05.2026
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Pedido de vista adia votação do fim da escala 6x1
"A nossa esperança, e iremos acreditar, é que no Senado será trilhado de uma forma diferente, com serenidade", declarou ele.
No Senado, a tramitação começa pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida por Otto Alencar (PSD-BA), aliado do governo.
A PEC deve ser aprovada pelo plenário da Câmara e do Senado antes de ser promulgada. Se a PEC for modificada no Senado em relação ao texto da Câmara, é possível publicar a parte de consenso e devolver a divergência para a outra Casa.

Proposta da Comissão

A proposta da Comissão Especial da Câmara prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho para 40 horas, com dois dias de repouso semanal e sem redução salarial.
O parecer estabelece transição em duas etapas para a adoção da escala 5 x 2 e também incorpora regras específicas para determinadas categorias profissionais.

Pelo texto, 60 dias após a promulgação da Emenda Constitucional, a jornada semanal será reduzida de 44 para 42 horas. Após 12 meses, haverá nova redução de duas horas, até atingir o limite de 40 horas semanais.
Ainda segundo o relatório, a futura transição para uma jornada de 36 horas deverá ser sustentada por subsídios estatais e por uma implementação gradual.
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