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EUA ampliam presença militar no Japão com míssil Typhon e elevam tensão com a China, diz mídia

© AP Photo / Hiro KomaeFuzileiros navais dos EUA partem em um caminhão militar com o sistema de foguetes de artilharia de alta mobilidade (Himars) montado após realizarem treinamento de tiro real durante uma visita da imprensa ao Campo Fuji, em Gotemba, sudoeste de Tóquio, 20 de maio de 2026
Fuzileiros navais dos EUA partem em um caminhão militar com o sistema de foguetes de artilharia de alta mobilidade (Himars) montado após realizarem treinamento de tiro real durante uma visita da imprensa ao Campo Fuji, em Gotemba, sudoeste de Tóquio, 20 de maio de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 26.05.2026
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O envio do sistema de mísseis Typhon ao sul do Japão elevou tensões na região, com analistas chineses alertando que a plataforma norte-americana pode atingir cidades costeiras da China e bloquear rotas estratégicas no Pacífico, reforçando uma instabilidade regional no entorno de Taiwan.
Segundo o South China Morning Post, o posicionamento do sistema de mísseis Typhon no sul do Japão reacendeu alertas em Pequim, onde analistas afirmam que a plataforma norte-americana pode ameaçar cidades costeiras chinesas e bloquear rotas estratégicas no Pacífico.
O sistema será levado à Base Aérea de Kanoya, em Kagoshima, para exercícios conjuntos entre EUA e Japão no próximo mês.
Segundo a mídia, para o analista militar Fu Qianshao, a proximidade da base com o território chinês torna o destacamento particularmente sensível. Ele afirma que mísseis de cruzeiro lançados dali poderiam atingir alvos em Xangai e em províncias como Fujian e Zhejiang, todas dentro do alcance estimado de 1.600 km dos Tomahawk.

Além dos Tomahawk, o Typhon pode disparar mísseis SM‑6, capazes de interceptar alvos a mais de 300 km. Segundo Fu, essa combinação permitiria aos EUA atacar navios chineses e limitar a capacidade da Marinha do país de acessar o Pacífico Ocidental.

A localização em Kagoshima também daria ao sistema condições de ajudar a bloquear o estreito de Miyako, passagem vital entre Okinawa e Miyako usada rotineiramente por navios chineses. Para o analista, a intenção norte-americana seria dupla: atingir alvos terrestres e controlar corredores marítimos essenciais.
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A medida deve aprofundar tensões já elevadas entre Tóquio e Pequim, especialmente após o aumento das fricções em torno de Taiwan e da remilitarização japonesa. Embora EUA e Japão não reconheçam a ilha como Estado independente, Washington dá sinais dúbios, fornecendo armas a Taipé e se opondo a qualquer tentativa de reunificação forçada.

O Typhon já havia sido implantado nas Filipinas em 2024, provocando forte reação chinesa. Neste mês, os EUA dispararam um Tomahawk a partir do sistema durante exercícios conjuntos, o primeiro lançamento real desde sua chegada ao país.

O novo destacamento no Japão ocorrerá durante os exercícios Valiant Shield (Escudo Valente) e Orient Shield (Escudo do Oriente), entre junho e setembro, quando o Typhon será acompanhado pelo sistema Himars. Após as manobras, ambos devem ser transferidos para armazenamento em uma base norte-americana no Japão.
Fu também destacou vulnerabilidades do sistema, como a velocidade subsônica dos Tomahawk e a mobilidade limitada do Typhon em comparação ao Himars, o que tornaria sua posição facilmente detectável e, portanto, um alvo provável. Ainda assim, Pequim acusa EUA e Japão de ameaçar a estabilidade regional e pede que ambos "corrijam práticas equivocadas" para evitar uma escalada.
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