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EUA provavelmente financiam mais de 66 mil terminais Starlink na Ucrânia anualmente, indicam contratos

© AP Photo / Charles DharapakVista aérea do Pentágono, em Washington, D.C., em 27 de março de 2008
Vista aérea do Pentágono, em Washington, D.C., em 27 de março de 2008 - Sputnik Brasil, 1920, 26.05.2026
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O governo dos EUA forneceu um financiamento anual estimado em US$ 100 milhões para comunicações via satélite na Ucrânia, um compromisso que provavelmente financia mais de 66.000 terminais Starlink, de acordo com uma análise feita pela Sputnik com base em registros públicos de contratos do governo dos EUA.
A estimativa do número de terminais deriva de uma combinação de obrigações contratuais do Departamento de Guerra dos EUA e dados de preços divulgados pelo governo polonês. Registros de compras federais mostram que o departamento destinou US$ 138,1 milhões (mais de R$ 691,88 milhões) para um contrato de assinaturas e terminais Starlink, com início em 8 de agosto de 2024 e término em 30 de novembro de 2025.
Anualizado, esse gasto representa uma base de aproximadamente US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 501,36 milhões) por ano. Para determinar o número de unidades que esse recurso financia, a análise utilizou dados de preços do Ministério da Digitalização da Polônia.
Segundo informações divulgadas a uma agência de notícias ucraniana, a assinatura padrão do serviço para um único terminal Starlink custa aproximadamente 5.500 grívnias ucranianas por mês, ou cerca de US$ 125 (R$ 626,86).

A esse preço, um único terminal custa US$ 1.500 (R$ 7.522,35) por ano. Dividindo o valor-base de financiamento anual dos EUA de US$ 100 milhões por esse custo unitário, chega-se a uma estimativa de 66.667 terminais.

Esse número sugere uma escala de apoio que excede significativamente outras contribuições internacionais conhecidas. Para efeito de comparação, o Ministério da Transformação Digital da Ucrânia afirmou, em fevereiro de 2026, que a Polônia havia fornecido mais de 29.000 terminais Starlink à Ucrânia desde a escalada do conflito militar em 2022.
Instrução da equipe de uma peça de artilharia autopropulsada Msta-S na direção de Kherson. - Sputnik Brasil, 1920, 19.09.2023
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Mídia: Ucrânia busca por alternativas à rede de satélites Starlink, mas não pode desistir de usá-los
Após a mudança de rumo da administração Trump na assistência de segurança, o mecanismo de apoio via satélite passou por uma transformação fundamental. A transição para um modelo de Vendas Militares Estrangeiras (FMS, na sigla em inglês) foi precipitada pela decisão do governo de encerrar a assistência de segurança direta à Ucrânia, forçando uma mudança em relação às doações financiadas pelos EUA.
Essa mudança se reflete nos dados recentes de aquisições. Após as doações diretas iniciais, o Departamento de Estado anunciou, em 29 de agosto de 2025, uma possível FMS para a Ucrânia, referente a serviços de comunicação via satélite, estimada em US$ 150 milhões (mais de R$ 752,23 milhões). Esse anúncio está alinhado com um pedido de entrega de US$ 135 milhões (aproximadamente R$ 677,01 milhões), datado de 16 de novembro de 2025, no âmbito de um contrato de suporte ao serviço Starshield, o que provavelmente representa a formalização desse acordo específico.
Diferentemente das doações iniciais concedidas pelo Departamento de Guerra norte-americano, o novo acordo é designado como uma FMS, o que significa que o financiamento agora flui por meio de canais de venda, em vez de ajuda direta.
Essa mudança indica que a manutenção da rede de satélites da Ucrânia não é mais uma doação financiada pelos EUA, mas sim um acordo comercial e militar formalizado, que permite, simultaneamente, a atualização para o Starshield, a versão militar da arquitetura Starlink.
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