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Desemprego sobe para 5,8%, mas mercado de trabalho mantém força e renda avança

© Foto / Tomaz Silva/Agência BrasilConsumidores fazem compras na antevéspera de Natal no Saara, na região central do Rio de Janeiro, 23 de dezembro de 2025
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A taxa de desocupação do trimestre encerrado em abril ficou em 5,8%, segundo a PNAD Contínua do IBGE, marcando alta frente ao trimestre anterior, mas queda em relação a 2025. O país registrou 6,3 milhões de desempregados, número que subiu 8% no trimestre, embora tenha recuado 11,3% em um ano.
De acordo com a mídia brasileira, a coordenadora do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Adriana Beringuy destacou que o índice de desocupação é o menor já registrado para trimestres encerrados em abril desde o início da série histórica.

Para ela, o mercado de trabalho mantém resiliência mesmo com a Selic em 14,5% ao ano.

Segundo dados da pesquisa, a população ocupada somou 102,3 milhões de pessoas, com leve queda trimestral, mas avanço anual. O nível de ocupação ficou em 58,4%. Segundo Beringuy, a demanda por trabalhadores segue distribuída entre setores formais e informais, o que sustenta o emprego.
A taxa de subutilização ficou em 13,8%, reunindo 15,7 milhões de pessoas — número estável no trimestre e 11,1% menor que há um ano. A população subocupada caiu, e o total de desalentados recuou para 2,6 milhões, queda de 15,3% em 12 meses.
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A população fora da força de trabalho permaneceu em 66,5 milhões, com estabilidade trimestral e leve alta anual. O IBGE aponta que, mesmo com renda em crescimento, famílias precisam manter participação no mercado para sustentar o consumo em ambiente de juros elevados.
Um fator de destaque é que o emprego formal mostrou estabilidade: 39,3 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado e 13,3 milhões sem carteira. No setor público, houve alta anual de 3,4%, alcançando 12,9 milhões de ocupados.
Já o trabalho por conta própria atingiu 26 milhões de pessoas, com leve avanço anual. Entre os domésticos, houve queda de 4,7% em relação a 2025. A taxa de informalidade recuou para 37,2%, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores.
O rendimento real habitual ficou em R$ 3.732, estável no trimestre e 5,3% maior que um ano antes. A massa de rendimentos chegou a R$ 377 bilhões, com alta anual de 6,5%. Os dados mostram que setores como tecnologia e serviços impulsionaram parte do avanço no emprego e na renda ao longo do período.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) investiga temas como trabalho, renda, educação, migração, habitação e acesso a serviços, por meio de entrevistas domiciliares feitas em todo o país. É uma das principais bases estatísticas do Brasil.

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