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PEC do fim da escala 6 x 1 é aprovada em 2º turno na Câmara; texto segue para votação no Senado
PEC do fim da escala 6 x 1 é aprovada em 2º turno na Câmara; texto segue para votação no Senado
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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1... 27.05.2026, Sputnik Brasil
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Com a aprovação, a proposta segue para discussão no Senado Federal, que também fará a votação em dois turnos. Mais cedo, os parlamentares haviam dado aval ao texto em primeiro turno por 472 votos favoráveis e 22 contra.A PEC estabelece uma transição curta para a adoção de pelo menos dois dias de descanso semanal aos trabalhadores. Com isso, a mudança começaria a valer 60 dias após a promulgação da proposta.Na sequência da votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou o resultado e pontuou que foram ouvidas mais de três mil pessoas para a construção de um texto equilibrado.Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nas redes sociais que a pauta é uma conquista histórica e também agradeceu ao empenho de Motta. Lula ainda garantiu que o governo vai trabalhar pela aprovação do texto no Senado."Mais do que horas no relógio, estamos devolvendo aos trabalhadores e trabalhadoras o direito ao convívio com a família. Ao descanso. À vida além do trabalho. As duas folgas semanais significam mais tempo para estudar, se divertir, cuidar da saúde e ver os filhos crescerem", enfatizou.Base diz que PEC não ameaça a economiaDurante os debates, parlamentares governistas classificaram a proposta como um avanço histórico nas relações de trabalho. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou que a medida garantirá mais tempo para descanso, família e estudo. Já Paulo Pimenta (PT-RS) disse que a PEC busca dar mais dignidade aos trabalhadores com jornadas extensas e baixos salários.A deputada Jack Rocha (PT-ES) afirmou que a redução da jornada não ameaça a economia e defendeu a proposta como uma pauta ligada à qualidade de vida das famílias. Benedita da Silva (PT-RJ) lembrou que a discussão sobre as 40 horas semanais existe desde a Constituinte.Parlamentares da oposição e liberais criticaram a PEC e apontaram riscos econômicos. O líder do Novo, Gilson Marques (SC), afirmou que a proposta pode ampliar a informalidade ao restringir o trabalho formal em seis dias da semana.Kim Kataguiri (União-SP) questionou os efeitos práticos da medida, enquanto Bibo Nunes (PL-RS) afirmou que a redução da jornada poderá gerar desemprego e pressionar empresas.Redução gradual para 40 horasA proposta prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho. Inicialmente, o limite cairia de 44 para 42 horas semanais. Após um ano, a jornada seria reduzida para 40 horas, sem alteração salarial para os trabalhadores beneficiados.O parecer favorável foi apresentado pelo deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA). A expectativa entre parlamentares é de que a proposta avance rapidamente no plenário da Câmara antes de seguir para análise do Senado.A PEC ganhou força nas últimas semanas devido ao forte apelo popular do fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos e possui apenas um dia de folga. Além disso, é uma das principais apostas de Lula, que vai disputar a reeleição, na agenda deste ano.Inicialmente, partidos da oposição defenderam uma transição de até dez anos para adaptação das empresas. A proposta alternativa chegou a reunir assinaturas de 176 deputados de partidos como PL, MDB, PP, PSD, Republicanos e União Brasil. Entretanto, diante da repercussão positiva da PEC entre o eleitorado, parte da oposição reduziu a resistência à proposta na véspera da votação.Apesar do avanço na Câmara, ainda há incerteza sobre o ritmo de tramitação no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não sinalizou publicamente se pretende acelerar a análise da proposta.
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PEC do fim da escala 6 x 1 é aprovada em 2º turno na Câmara; texto segue para votação no Senado
23:11 27.05.2026 (atualizado: 00:05 28.05.2026) A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil. Ao todo, foram 461 votos a favor do texto e apenas 19 contrários.
Com a aprovação, a proposta segue para discussão no Senado Federal, que também fará a votação em dois turnos. Mais cedo, os parlamentares haviam dado aval ao texto em primeiro turno por 472 votos favoráveis e 22 contra.
A PEC estabelece uma transição curta para a adoção de pelo menos dois dias de descanso semanal aos trabalhadores. Com isso, a mudança começaria a valer 60 dias após a promulgação da proposta.
Na sequência da votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou o resultado e pontuou que foram ouvidas mais de três mil pessoas para a construção de um texto equilibrado.
"Hoje a Câmara deu o primeiro passo para escrever uma mudança fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras, a maior do país desde a Constituição de 1988. Assumi essa condução com todo equilíbrio, responsabilidade e principalmente compromisso com os brasileiros", disse.
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nas redes sociais que a pauta é uma conquista histórica e também agradeceu ao empenho de Motta. Lula ainda garantiu que o governo vai trabalhar pela aprovação do texto no Senado.
"Mais do que horas no relógio, estamos devolvendo aos trabalhadores e trabalhadoras o direito ao convívio com a família. Ao descanso. À vida além do trabalho. As duas folgas semanais significam mais tempo para estudar, se divertir, cuidar da saúde e ver os filhos crescerem", enfatizou.
Base diz que PEC não ameaça a economia
Durante os debates, parlamentares governistas classificaram a proposta como um avanço histórico nas relações de trabalho. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou que a medida garantirá mais tempo para descanso, família e estudo. Já Paulo Pimenta (PT-RS) disse que a PEC busca dar mais dignidade aos trabalhadores com jornadas extensas e baixos salários.
A deputada Jack Rocha (PT-ES) afirmou que a redução da jornada não ameaça a economia e defendeu a proposta como uma pauta ligada à qualidade de vida das famílias. Benedita da Silva (PT-RJ) lembrou que a discussão sobre as 40 horas semanais existe desde a Constituinte.
Parlamentares da oposição e liberais criticaram a PEC e apontaram riscos econômicos. O líder do Novo, Gilson Marques (SC), afirmou que a proposta pode ampliar a informalidade ao restringir o trabalho formal em seis dias da semana.
Kim Kataguiri (União-SP) questionou os efeitos práticos da medida, enquanto Bibo Nunes (PL-RS) afirmou que a redução da jornada poderá gerar desemprego e pressionar empresas.
Redução gradual para 40 horas
A proposta prevê a
redução gradual da jornada semanal de trabalho. Inicialmente, o limite cairia de
44 para 42 horas semanais. Após um ano, a jornada seria reduzida para 40 horas, sem alteração salarial para os trabalhadores beneficiados.
O parecer favorável foi apresentado pelo
deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA). A expectativa entre parlamentares é de que a proposta avance rapidamente no plenário da Câmara antes de seguir para análise do Senado.
A PEC ganhou força nas últimas semanas devido ao forte apelo popular do fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos e possui apenas um dia de folga. Além disso, é uma das principais apostas de Lula, que vai disputar a reeleição, na agenda deste ano.
Inicialmente, partidos da oposição defenderam uma transição de até dez anos para adaptação das empresas. A proposta alternativa chegou a reunir assinaturas de 176 deputados de partidos como PL, MDB, PP, PSD, Republicanos e União Brasil. Entretanto, diante da repercussão positiva da PEC entre o eleitorado, parte da oposição reduziu a resistência à proposta na véspera da votação.
Apesar do avanço na Câmara,
ainda há incerteza sobre o ritmo de tramitação no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não sinalizou publicamente se pretende acelerar a análise da proposta.
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